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Segunda, 17 Jun 2019
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SOCIEDADE
UNIDADE MÓVEL COM EQUIPAMENTO DE ÚLTIMA GERAÇÃO
Rádio Cova da Beira
Liga Portuguesa Contra o Cancro inaugurou, esta sexta-feira, no Fundão a sétima de oito unidades móveis de rastreio do cancro da mama, da região centro, com equipamentos de última geração.
Por Paula Brito em 25 de May de 2019

“Novas tecnologias associadas à ecografia e à mamografia e temos uma outra tecnologia, que é a tomossíntese, um exame de três dimensões. Enquanto a mamografia nos apresenta imagens a partir de 5mm, a tomossítese mostra-nos imagens com 1 mm de espessura.” Explica a secretária geral da direcção do núcleo regional do centro da liga portuguesa contra o cancro, Natália Amaral.


Da última vez que esteve na Cova da Beira, a unidade móvel de rastreio do cancro da mama convocou 16 mil mulheres, 11 mil das quais realizaram o rastreio, “uma boa taxa de cobertura”. O que preocupa a liga é o número de mulheres que não respondem à chamada na primeira vez.

 

“No caso da Cova da Beira, nós convocámos 4.380 mulheres que nunca fizeram rastreio e foram chamadas pela primeira vez, e só 1.100 é que participaram, isto é, 75% das mulheres que são convocadas pela primeira vez estão a faltar e pensamos que esteja associado à acessibilidade e que estamos a procurar articular com as câmaras municipais e juntas de freguesia que facilitem este transporte”.

 

Miguel Pina, coordenador executivo do núcleo da zona centro da liga portuguesa contra o cancro, estima que 20 mil mulheres, na região centro, tenham ficado de fora do rastreio do cancro da mama, com o diploma de 2017 que aumenta dos 45 para os 50 anos a idade de realização do rastreio. Um “desinvestimento” na prevenção que nada tem a ver com o facto de Portugal se aproximar da média de idade dos restantes países da Europa.

 

“O grupo de peritos europeus que reúne sobre estas matérias recomenda o rastreio entre os 50 e os 69 anos mas aconselha o rastreio a partir dos 45 e até aos 75 anos, desde que haja capacidade técnica instalada disponível, haja sistemas de qualidade e dinheiro para investir. Capacidade existe, a qualidade está mais do que verificada, o que não existe é investimento, houve desinvestimento nesta área com todos os custos que vamos ter daqui a uma década com diagnósticos tardios do cancro da mama.”

 


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