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Terça, 18 Jun 2019
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SOCIEDADE
PRESIDENTE DA CMC ASSINA PETIÇÃO
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara da Covilhã (CMC) subscreveu uma carta elaborada pelos “Guardiões da Serra da Estrela”, que manifesta a sua oposição à prospecção e exploração de lítio em todo o país.
Por Nuno Miguel em 24 de May de 2019

O documento foi entregue ao autarca por responsáveis do movimento académico de preservação do ambiente (MAPA), que tem um núcleo criado na universidade da Beira Interior e que realizou esta sexta-feira uma segunda grave ambiental em que participaram cerca de duas centenas de estudantes.

 

Em declarações à RCB, Vítor Pereira refere que o facto de ter assinado esta carta pretende simbolizar que vai estar ao lado dos jovens e das suas reivindicações “quer, no fundo, integrar este grupo e saudá-lo porque é saudável tenham um espírito reivindicativo tão grande e que tem subjacente uma causa tão nobre quanto o é a defesa do nosso meio ambiente e também a sustentabilidade do nosso território e do nosso planeta. Eu estou irmanado no mesmo espírito e estarei ao lado deles em tudo quanto for pugnar pela defesa das nossas zonas protegidas e das nossas populações que é isso que deve nortear a acção de um presidente de câmara”. 

 

Tal como sucedeu há sensivelmente dois meses, os jovens concentraram-se junto ao polo principal da universidade da Beira Interior e caminharam até à praça do município. Pelo caminho foram apanhando algum lixo que encontraram no chão e permaneceram em silêncio frente ao edifício da autarquia. Daniel Pais, um dos responsáveis deste movimento na UBI, destaca o crescente envolvimento dos estudantes em torno da preservação ambiental do planeta “sinceramente não estava à espera de uma mobilização tão grande por parte dos jovens. Desde que realizámos a primeira greve tivemos também a oportunidade de desenvolver um conjunto de acções em várias escolas porque sentimos que não havia muita informação e não estava à espera que aparecesse tanta gente. A questão do lítio é uma questão mais recente e aquilo que nós pretendemos é que o número de pessoas que se associe a esta causa seja cada vez maior para criar uma barreira que impeça o processo de avançar porque aquilo que estamos a falar é da sustentabilidade do nosso planeta”.

 

O responsável do núcleo destaca ainda que a realização desta acção em silêncio foi determinante para que o presidente da câmara da Covilhã saísse do edifício e acabasse também por se juntar a esta causa “se tivéssemos ido embora logo no final da marcha, ele não teria vindo ao nosso encontro. Não ganhámos a guerra mas ganhámos uma batalha. Continuamos a lutar por mudar os nossos hábitos de consumo e dessa forma garantir um planeta melhor”.  

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