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Quinta, 27 Jun 2019
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UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“ESTAMOS AGORA MELHOR QUE ANTES”
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado para a valorização do interior acredita que as medidas previstas no orçamento de estado para este ano para a revitalização dos territórios de baixa densidade já vão apresentar efeitos práticos numa nova dinamização económica para toda a região.
Por Nuno Miguel em 22 de May de 2019
Na sessão de encerramento da conferência promovida na UBI pela central de balanços do Banco de Portugal, João Paulo Catarino refere que as políticas que estão a ser desenhadas estão assentes em três grandes pilares “a atracção de investimento que permita criar emprego e fixar populações, a importância do capital natural e da manutenção da paisagem até como produto turístico e a necessidade de oferecer serviços públicos com a mesma qualidade e proximidade. Neste cenário é essencial a intervenção do estado na redução dos custos de contexto e na criação de incentivos às empresas para que invistam no interior. O orçamento de estado para 2019 trás um reforço dos benefícios fiscais ao investimento no interior e com a redução das portagens em 2016 e as novas reduções que entraram em vigor em Janeiro deste ano, direccionadas para os veículos afectos ao transporte de mercadorias e ainda com um desconto adicional para as empresas que tenham a sua sede em territórios de baixa densidade. É certo que não será suficiente mas é certamente bem melhor do que aquilo que tínhamos antes”.     
O governante acrescenta que a fixação de população é a grande batalha que o interior do país vai travar nas próximas duas décadas e acredita que 2019 pode ser o ano em que o ciclo demográfico negativo se pode começar a inverter. João Paulo Catarino deixa ainda uma palavra ao trabalho realizado pelas instituições de ensino superior ao nível da atracção de quadros e criação e novas iniciativas empresariais “não será por acaso que algumas cidades do interior que conseguem ainda manter uma pirâmide etária equilibrada sejam aquelas que possuem ensino superior saudável. Já ninguém tem dúvidas de que o desafio das próximas duas décadas para a Europa, para Portugal e muito em especial para o interior de Portugal reside na demografia e na urgente necessidade do aumento da natalidade. O governo está atento a este sério desafio, foram já tomadas algumas medidas concretas e outras estão em preparação. Mas todos sabemos que a melhor medida para fomentar a natalidade é melhorar as condições de vida das pessoas, em especial dos jovens, e dar-lhes esperança e confiança no futuro. Se tivermos emprego em empresas em crescimento e a perspectiva de melhores salários é bem mais fácil convencer as pessoas a terem filhos”. 

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