RCB/TuneIn
Terça, 17 Set 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
POLÍTICA
“INTERESSE NACIONAL NÃO PODE SER COMPROMETIDO”
Rádio Cova da Beira
É desta forma que o secretariado da organização regional de Castelo Branco do PCP reage à publicação, por parte do ministério do ambiente, de um aviso que atribui direitos de prospecção e pesquisa de depósitos minerais, em vários concelhos da região, à empresa «Fortescue Metals Group Exploration Pty Ltd».
Por Nuno Miguel em 21 de May de 2019
Em comunicado, a direcção da organização regional de Castelo Branco do PCP afirma que “o país não pode, à partida, rejeitar a necessidade de conhecer e ponderar o aproveitamento dos seus recursos geológicos e minerais. No entanto, deve exigir a garantia que a prospecção e exploração dos recursos minerais não se realize numa lógica tipo colonial que visa apenas a apropriação de matérias-primas sem o devido retorno para o país e sem a salvaguarda das necessidades ambientais e sociais com vista a um desenvolvimento sustentável”.
Para a DORCB do PCP “é necessário estudar a viabilidade da sua exploração comercial e os potenciais benefícios. Avaliar os riscos ambientais e a possibilidade de os minimizar. Ponderar os impactos noutras actividades económicas. Só com esse estudo, essa avaliação e essa ponderação é que o país estará em condições para, de forma esclarecida, tomar uma decisão”.
O PCP considera ainda que “os interesses nacionais não podem ser comprometidos junto de qualquer empresa, pelo qualquer processo com vista à atribuição de contrato de concessão de exploração mineira deve ser garantir que sejam realizados os necessários estudos de impacto ambiental e económico e da promoção do amplo debate público, disponibilizando toda a informação”
A direcção da organização regional considera ainda “imprescindível garantir todas as medidas adequadas para a recuperação do controlo público sobre a prospecção e exploração de recursos geológicos e minerais, assim como para o desenvolvimento das capacidades técnicas e científicas neste sector” uma vez que “a prospecção e exploração por empresas privadas e grupos económicos não garantem totalmente a salvaguarda dos interesses do país, do ponto de vista económico, social e ambiental”.
Neste comunicado, a direcção da organização regional de Castelo Branco sustenta ainda que “a posição do PS e da câmara municipal da Covilhã não é clara nem objectiva. Por um lado está contra a exploração, junto das populações, mas permite e admite a prospecção de 222 km2 do seu território e a exploração experimental na serra da Argemela perante as empresas e decisões da tutela”.

  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados