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Terça, 18 Jun 2019
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SOCIEDADE
DECLÍNIO DA REGIÃO TEVE TRÊS FACTORES DECISIVOS
Rádio Cova da Beira
O governador do banco de Portugal considera que o declínio do interior é o resultado de uma confluência de três factores que levaram a um grande desequilíbrio na ocupação do território. A ideia deixada por Carlos Costa na UBI durante uma conferência promovida pela central de balanços do banco de Portugal e onde foi analisado o dinamismo do sector empresarial na região centro do país.
Por Nuno Miguel em 18 de May de 2019
Carlos Costa recorda a importância que todo o território do interior já teve em prol de todo o país, deixando como exemplo o sector têxtil, mas devido a três ordens de razão, essa importância decaiu de forma considerável “a primeira razão eu diria que se tratou de imobilidade mental ou de, pelo menos, de reacção a uma mudança da envolvente. Em segundo lugar um imaginário social que não valorizou a actividade industrial como devia e acabou por levar a que as elites locais formassem os seus filhos e eles depois acabassem no sector dos serviços ou na administração pública em Lisboa, promovendo a migração dos mais qualificados. E finalmente a questão da lógica das organizações no funcionamento das empresas e aqui, tenho para mim que temos um problema muito grave em Portugal, que é a transição geracional nas empresas”. 
Mas de acordo com o governador do Banco de Portugal existe uma grande oportunidade no novo quadro tecnológico para conseguir operar uma verdadeira mudança de paradigma em todo o país “a distribuição da população pelo território tem uma dimensão de aproveitamento dos recursos e por outro a conciliação do território com os cidadãos. Eu penso que há uma grande oportunidade no novo quadro tecnológico para termos uma distribuição da população equilibrada no território e dar oportunidade às diferentes populações para terem qualidade de vida e emprego e por isso há que criar as condições para esse efeito”. 
Carlos Costa considera ainda que a resolução deste problema não se faz apenas com políticas públicas. É fundamental que o sector privado tenha também uma palavra importante a dizer em todo este processo “não se faz uma empresa sem ter uma estrada, sem haver telecomunicações ou sem ter serviços de saúde ou de educação. Há aqui uma dimensão pública mas também tem de existir uma dimensão privada, porque é ela que gera o rendimento para financiar o serviço público”.

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