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Terça, 18 Jun 2019
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CULTURA
COVILHÃ: MARCHAS SAEM Á RUA EM JUNHO
Rádio Cova da Beira
As marchas populares cidade da Covilhã voltam a sair à rua nos dias 15 e 22 de Junho. A iniciativa conta este ano com a participação de sete associações do concelho que, no primeiro dia, irão desfilar pelo centro da cidade entre o campo das festas e a praça do município. No segundo dia vai decorrer a exibição, como habitualmente, no complexo desportivo daquela cidade.
Por Nuno Miguel em 17 de May de 2019
O vitória de Santo António, o grupo desportivo da Mata, o rancho folclórico da Boidobra, o águias do Canhoso, o académico dos Penedos Altos, o Oriental de São Martinho e o GIR do Rodrigo são as colectividades envolvidas na edição deste ano. Um número que o vereador com o pelouro do associativismo na câmara da Covilhã, José Miguel Oliveira, espera que possa crescer nos próximos anos “nas reuniões de preparação marcaram presença outras associações mas que depois acabaram por não apresentar a proposta final de aceitação em participar nesta edição. Mas eu estou certo que em próximas edições este número de marchas possa vir a aumentar. O número ideal de marchas que pode estar associado a este evento varia entre as 10 e as 12 e nessa lógica o que está previsto para 2020 é criar uma espécie de lugar cativo para as marchas que estão a participar este ano e abrir vagas que possam ser preenchidas por outras associações”.    
Depois de uma década de interrupção, a tradição das marchas populares da Covilhã foi recuperada há quatro anos, mantendo-se numa vertente não competitiva. Uma opção que o presidente da autarquia covilhanense, Vítor Pereira, justifica “no estado de desenvolvimento em que este projecto se encontra penso que ainda não se justifica que possa haver prémios e classificações. Se este projecto não tivesse sido interrompido durante uma década já estaríamos num outro estado. Por exemplo Lisboa atribui prémios, mas a iniciativa nunca parou. Por isso quando for atingido um, outro grau de desenvolvimento deste projecto, que é muito importante, podemos então estar em condições de poder atribuir classificações aos participantes”.   
A autarquia vai apoiar financeiramente com 22 mil euros as colectividades participantes e a união de freguesias de Covilhã e Canhoso vai também comparticipar a participação de seis das sete colectividades com um montante financeiro de 500 euros. Carlos Martins, presidente da união de freguesias, não tem dúvidas em afirmar que “as marchas populares são a grande manifestação cultural, recreativa, popular e musical da nossa cidade. O povo sai à rua no dia das marchas. É uma festa para a cidade e para o concelho e também para as pessoas que nos visitam. É este tipo de eventos que a Covilhã precisa e as marchas estiveram apagadas durante dez anos”  
A única marcha participante que não integra a área da união de freguesias da Covilhã e do Canhoso é a do rancho folclórico da Boidobra, mas também a autarquia da vila vai apoiar a participação nesta edição das marchas. Ilda Vaz, secretária da junta de freguesia sublinha ainda “a capacidade que o rancho tem tido em atrair outras pessoas que não são da freguesia e que também vão integrar a marcha da Boidobra. Obviamente que a maioria das pessoas é da freguesia e este ano o rancho conseguiu também envolver novamente os alunos da escola o que, para nós, é algo muito importante”.   
Pela ordem do desfile, “O Coração do Bairro” é o tema que vai ser apresentado pelo vitória de Santo António, o grupo desportivo da Mata vai marchar sob o mote “das marchas ao bailarico com sardinha”, o “baile de São João” é o tema escolhido pelo rancho da Boidobra  e a marcha do Águas do Canhoso tem como título “a árvore da vida”. Já o académico dos Penedos Altos promete apresentar um tema excêntrico, o Oriental de São Martinho tem como mote “Aguarela de Liberdade” e a última marcha a desfilar o GIR do Rodrigo vai apresentar como tema a “Feira de São Tiago”.

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