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Domingo, 19 Mai 2019
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CULTURA
“O MUSEU VAI Á ALDEIA”
Rádio Cova da Beira
É este o mote com que a câmara do Fundão vai assinalar, no próximo sábado, o dia internacional dos museus. Este ano a iniciativa vai ter uma acção descentralizada no salão da Junta de Freguesia do Souto da Casa onde a equipa do museu arqueológico municipal José Monteiro com os contributos de António Lourenço Marques, Albano Soares, Maria das Dores Ladeira e Fernando Henriques vão iniciar uma conversa aberta à participação de toda a comunidade com o objectivo de se fazer um mapa do património do Souto da Casa.
Por Nuno Miguel em 16 de May de 2019
Em comunicado, a vereadora com o pelouro da cultura na câmara do Fundão refere que “o Souto da Casa é uma das nossas comunidades que é detentora dos conjuntos patrimoniais mais completos sobre o mundo rural tradicional do concelho. Foi uma aldeia pioneira na preservação do património e possui uma grande sensibilidade e consciência na salvaguarda dos seus patrimónios”. Alcina Cerdeira acrescenta que “esta sessão inicia uma nova frente de trabalho do museu arqueológico municipal junto das comunidades que requer a participação de todos. Somos responsáveis pelo futuro do património cultural e a câmara municipal do Fundão conta com todos para a concretização desse objectivo que afirma a nossa identidade”.
Também o director do museu do Fundão, considera que “ensaiamos no Souto da Casa uma nova coordenada do trabalho deste museu onde arqueologia comunitária e a participação das pessoas é o núcleo da acção. Nós estudamos, conservamos, descobrimos e lemos patrimónios, mas queremos transmitir estes domínios e garantir o seu acesso a toda a comunidade numa visão partilhada e corresponsabilizada”. Pedro Salvado sublinha que “ a construção do património é coisa de todos e uma forma de garantir e de reforçar a coesão identitária das nossas terras, actualizando e integrando saberes e passados. A arqueologia também serve para criar as raízes do futuro patrimonial das freguesias e contribuir para atenuar angústias de problemas como o despovoamento ou a perda ambiental. Queremos desenvolver uma arqueologia com e para todos assumindo o valor do colectivo nos projectos. O museu não são salas e peças, é terra com gente, junção de tempos do e no território passado, presente e futuro”.

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