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Domingo, 19 Mai 2019
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SOCIEDADE
CONSÓRCIO PREOCUPADO
Rádio Cova da Beira
O consórcio responsável pela estratégia de eficiência colectiva «iNature» vem, em comunicado, manifestar a sua “profunda preocupação com a eventual prospecção e exploração de lítio nas áreas naturais classificadas, conforme consta das plantas de localização que instruem os pedidos actualmente em consulta pública e que podem ser consultados na página electrónica da direcção geral de energia e geologia.
Por Nuno Miguel em 16 de May de 2019

O tema foi abordado na última assembleia geral do consórcio, que decorreu no passado dia dois de Maio, considerando os responsáveis que “a concretização da eventual prospecção e exploração de lítio e outros depósitos minerais nestes territórios, representa um perigo concreto para o desenvolvimento sustentável do território, na medida em que as áreas naturais classificadas integram valores únicos do ponto de vista da conservação da natureza, incluindo habitats e ecossistemas de elevada importância, que resistiram e recuperam dos incêndios de 2017”.

 

No mesmo comunicado, os responsáveis do «iNature» referem que “a exploração mineira é caracteristicamente uma actividade com grande consumo de água e energia, com riscos ambientais e sociais elevados. A poluição do ar e dos cursos de água representa um perigo concreto e imediato à conservação da natureza e da biodiversidade, ao desenvolvimento sustentável do turismo de natureza e põe em causa de forma clara a qualidade de vida das comunidades situadas no âmbito territorial dos pedidos em avaliação”.

 

Cientes da importância que o lítio assume no contexto actual para os equipamentos electrónicos e para a mobilidade eléctrica, enquanto potencial alternativa aos combustíveis fósseis “acreditamos que a mudança que o planeta necessita reside muito mais num modelo circular de reaproveitamento e reutilização das baterias e dos componentes dos diversos equipamentos, prolongando a sua vida útil, do que pela sua mera substituição replicando o modelo descartável de consumo que conduziu à urgência da situação actual”.

 

 

 

 

 

Face a esta situação, o consórcio refere que vai remeter, no âmbito dos processos em consulta pública, à direcção geral de energia e geologia, mas também aos ministérios do ambiente e da transição energética e da economia, a recomendação “de que seja liminarmente rejeitada qualquer possibilidade de prospecção e exploração de lítio e outros depósitos minerais dentro dos perímetros que definem as áreas naturais classificadas, assim como a criação de zonas tampão de protecção a partir desses perímetros, para minimização dos impactos das eventuais explorações que venham a localizar-se na sua proximidade”.

 

Este consórcio abrange um conjunto de 340 agentes públicos, privados e associativos de 12 territórios de elevada importância ambiental e natural. São eles o parque natural da Serra da Estrela, paisagem protegida da Serra do Açor, reserva natural da Serra da Malcata, paisagem protegida regional da Serra da Gardunha, Geoparque Naturtejo, parque natural local Vouga-Caramulo, ZPE Sicó/Alvaiázere, parque natural da Serra D'Aire e Candeeiros, mata do Bussaco, ZPE Vale do Coa, reserva da Faia Brava, serra da Lousã e a paisagem protegida da Serra de Montejunto.

 


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