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Sábado, 24 Ago 2019
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POLÍTICA
PSD DA COVILHÃ DESAFIA PRESIDENTE DA CÂMARA
Rádio Cova da Beira
A comissão política de secção do Partido Social Democrata da Covilhã desafia o Presidente da Câmara, Vítor Pereira, a acomodar de imediato nas contas do município o valor que pode resultar “do conflito por si criado” com o parceiro privado na ADC.
Por Paulo Pinheiro em 08 de May de 2019

Em causa está novamente a situação financeira do município da Covilhã e das Águas da Covilhã.  Em comunicado, a comissão política de secção do PSD Covilhã “regozija-se” com a reacção do secretariado concelhio do PS à conferência de imprensa dos sociais democratas do passado sábado, “tendo este partido vindo, pela primeira vez, demonstrar prova de vida de um PS há muito procurado na Covilhã, inclusivamente pelos seus dirigentes locais. Foi, novamente, graças ao PSD que vieram, a reboque, mostrar que (ainda) existem”, refere a concelhia do PSD.

No documento, o Partido Social Democrata solicita a retirada do pelouro das Finanças ao vereador José Miguel Oliveira “por manifesta incapacidade de gerir as finanças do município da Covilhã ou sequer de entender os mais elementares princípios de gestão autárquica, conforme manifestado pela entrevista dada a uma rádio local (Rádio Cova da Beira). Soma-se ainda a mentira ao afirmar que entregou documentos solicitados pelo PSD Covilhã, quando não o fez”, frisa.

Admirados com a celeridade da reacção do secretariado concelhio do PS, chefiado pelo actual presidente da CMC, “enquanto o município da Covilhã liderado também por Vítor Pereira demora mais de um ano a responder aos eleitos locais nos órgãos próprios, mesmo quando estes fazem requerimentos ao Presidente da AMC a solicitar dados, os sociais democratas mostram-se convictos que o secretariado concelhio do PS Covilhã e o Presidente da Câmara Municipal da Covilhã ainda não se aperceberam “que os seus eleitos votaram contas consolidadas na Assembleia Municipal, sem que as contas das Águas da Covilhã (ADC) de 2016 e 2017 tenham sido sequer votadas em Assembleia Geral da empresa. Um imbróglio ao estilo socialista covilhanense demonstrando como é feita a gestão do município”.

O Partido Social Democrata, que requereu em Junho a dissolução dos órgãos sociais da ADC pela não apresentação das contas desta empresa aquando da votação das contas consolidadas, acusa a CMC de  ter sido rápida em contabilizar o valor dos processos até 2013, mas lenta a abordar o litígio iniciado em 2014, pelo actual chefe do executivo, contra o parceiro privado na ADC, “e que ainda hoje não tem valor provisionado nas contas municipais, mas que pode alcançar um valor esmagador, de largos milhões de euros, tornando-se numa verdadeira ameaça com um único responsável: Vitor Pereira”, afirmam

O PSD Covilhã “exige coerência” e desafia o presidente da câmara a acomodar de imediato nas contas do município o valor que pode resultar do conflito por si criado com o parceiro privado na ADC.

Para os sociais democratas, a não exibição das contas da ADC aos eleitos na Assembleia Municipal da Covilhã “não serviu apenas para esconder a situação financeira da empresa municipal. Passa-se algo mais grave: as contas não foram votadas em assembleia geral da ADC e reflectem uma situação de conflitualidade extrema, conforme afirmou o vereador José Miguel Oliveira na rádio, e que Vitor Pereira confirma sem que perceba a gravidade do problema”,

A secção do PSD da Covilhã aponta o dedo à governação socialista na CMC “que parou no passado dia 1 de Outubro de 2017, presa ao espelho de uma maioria que, em vez de humildade, trouxe arrogância, em vez de responsabilidade, trouxe insolência, que aos valores de liberdade de Abril, trouxe a escuridão do pensamento único. O concelho de Covilhã continua a viver na sombra do desenvolvimento, perdido no mar das oportunidades pela inércia da actual liderança”, conclui. 


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