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Sábado, 24 Ago 2019
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SOCIEDADE
NOVO PEDIDO ABRANGE ARGEMELA, GARDUNHA E MALCATA
Rádio Cova da Beira
O novo pedido de prospecção, agora da empresa Fortescue – Metals Group Exploration, Pty, Lda., abrange os concelhos de Covilhã, Fundão, Penamacor e Idanha a Nova, no caso do distrito de Castelo Branco.
Por Paula Brito em 06 de May de 2019

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O alerta foi deixado na última assembleia municipal da Covilhã pelo presidente da União de freguesias de Barco e Coutada. Luís Morais, em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, no passado fim-de-semana, disse que o novo pedido, com o objectivo de exploração de lítio e outros metais, tem uma dimensão nacional.

“Há uma nova prospecção, não só ao nível da nossa região, abrange os distritos de Viana do Castelo, Braga, Coimbra, Viseu, Guarda e Castelo Branco. São centenas de quilómetros quadrados que afectam áreas com estatuto especial de protecção como o parque natural da Peneda Gerês, do Douro Internacional, da Reserva Natural da Serra da Malcata e da Paisagem Protegida da Serra da Gardunha.”

Luís Morais diz que o novo pedido vai ser contestado, como foi o anterior pedido de exploração da Argemela.

“Nós temos direito a ser ouvidos e vamos contestar com os mesmos argumentos, ou seja, os impactos ambientais negativos que vão existir, depois vamos esperar para ver o que vai suceder.”

A experiência que o Grupo pela Preservação da Argemela tem já levou outros grupos e instituições do país a pedir informações ao grupo local e a luta, à semelhança do pedido, pode tornar-se nacional.

“Já nos contactaram muitas associações e grupos destas zonas do país para fazermos uma reclamação em conjunto”.

Entretanto, o Grupo Pela Preservação da Argemela decidiu, relativamente ao primeiro pedido, avançar com um memorando que enviou ao Ministério do Ambiente e da Transição Energética, com conhecimento do secretário de estado da energia, solicitando que “a Direcção Geral de Energia e Geologia se abstenha de conceder o licenciamento ou autorização quer no âmbito do processo de concessão de exploração dos depósitos minerais, quer no processo de exploração experimental dos mesmos”, ambos pedidos pela PANN – Consultores Geociências, Lda. Os argumentos que o Grupo apresenta no memorando demonstram a inviabilidade e insustentabilidade económica e ambiental dos projectos, referem nomeando os diversos os impactos previstos na “saúde pública, economia da região, biodiversidade, no território, no solo, na água, no ar, no clima, no património, (…)”

Em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, Luís Morais falou dos prejuízos já causados pela situação, nomeadamente em relação a investimentos privados dos sectores turístico e habitacional, e teme pelo futuro da freguesia.

“Porque a aldeia do Barco parece um anfiteatro virado para a serra, lá em cima o simples trabalhar de uma motosserra ouve-se na aldeia que não vai aguentar com rebentamentos.”

O autarca garante que irá até às últimas instâncias e consequências para proteger a Argemela e o futuro da união de freguesias de Barco e Coutada.

“Nós não acreditamos, nem estamos preparados para a chegada das máquinas, mas se isso acontecer vamos recorrer ao tribunal.”


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