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Sábado, 24 Ago 2019
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POLÍTICA
PSD PEDE DEMISSÃO DE JOSÉ MIGUEL OLIVEIRA
Rádio Cova da Beira
Em conferência de imprensa, o líder do PSD da Covilhã disse que o vereador da maioria socialista não tem condições para continuar a exercer o mandato e que Vítor Pereira deve assumir, sozinho, a pasta das finanças. Em causa estão as declarações de José Miguel Oliveira em entrevista à RCB, a propósito do requerimento solicitado pelo PSD sobre a situação financeira das empresas municipais, que aqui recordamos.
Por Paula Brito em 06 de May de 2019

“Os conselhos municipais prestam contas à assembleia de accionistas, esse é um dos requerimentos que, por acaso, no âmbito da ADC, também já foi respondido. É depois de aprovado no seu conselho de accionistas que as contas são enviadas para os órgãos municipais. A informação relativamente à ADC já foram enviadas e estão na câmara municipal, simplesmente a assembleia de accionistas ainda não reuniu para sua aprovação”.

Em conferência de imprensa, o PSD desmente, e garante que nunca recebeu nenhum requerimento.

“Das duas, uma: ou o senhor vereador respondeu ao presidente da assembleia municipal e o senhor presidente da assembleia não facultou nenhum documento, nenhuma resposta ao PSD, ou o senhor vereador, a um órgão de comunicação social, mentiu deliberadamente aos cidadãos da Covilhã. Este é o respeito que o vereador das finanças tem pelos eleitos locais e pelos covilhanenses.”

Perante este cenário, o líder da concelhia social-democrata entende que só resta um caminho ao vereador da maioria socialista na câmara da Covilhã.

“Um vereador com o pelouro das finanças que embarca neste delírio comunicacional, tem de assumir que não tem condições para continuar a exercer o seu mandato. Um vereador que não responde às perguntas que lhe são colocadas pelos eleitos, que não consegue votar as contas de uma empresa municipal durante dois anos, que vive numa falácia da redução da dívida, não tem requisitos necessários para tomar conta das finanças municipais. Este é o momento do pelouro das finanças passar apenas e só, para a responsabilidade do senhor presidente da câmara municipal.”

Na conferência de imprensa, que decorreu no passado sábado, o PSD acusou ainda o PS de ilusionismo político “vendendo” uma redução de dívida de 31 milhões de euros, desde 2013, quando o plano de pagamento da dívida aprovado antes de 2013 previa uma redução da dívida de 37 milhões até 2018.

“A verdade é que os 31 milhões de euros que estavam acordados pelo anterior executivo do PSD, em 2013, até aos 37 milhões de euros que este executivo municipal apresenta, existe uma diferença de 5,6 milhões de euros, e a pergunta que se coloca é onde é que está a efectiva redução?”

Questionado pela RCB sobre o pedido de demissão, José Miguel Oliveira remete para um comunicado que o PS irá emitir sobre a matéria. O vereador da maioria socialista na câmara da Covilhã responde no entanto à questão do passivo.

“Só posso atribuir estas declarações a um mau aconselhamento financeiro por parte do actual responsável da comissão política do PSD porque, ele aborda as questões financeiras do município e esquece-se que a Câmara assumiu, em 2015, devido a sentenças judiciais, mais 14 milhões de euros de dívida. Não faz referência a isso, foi um exercício desonesto do ponto de vista intelectual.”

Recorde-se que, sobre a entrevista de José Miguel Oliveira à RCB, o PSD já tinha, na última assembleia municipal, recordado que o também administrador da empresa ADC disse que as contas da empresa não estavam aprovadas nem publicadas desde 2016, levando Vítor Pereira a dizer que apesar de não estarem aprovadas pela assembleia de accionistas, eram do conhecimento da câmara e do tribunal de contas.


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