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Domingo, 18 Ago 2019
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UBI: “BEM DE ÂNIMO MAS MAL DE ORÇAMENTO”
Rádio Cova da Beira
Na cerimónia comemorativa dos 33 anos da Universidade da Beira Interior (UBI), António Fidalgo denunciou a interferência, cada vez maior, do poder político na vida da instituição e os atentados reiterados à autonomia universitária. O mais recente foi a uniformização das propinas, que vai obrigar a UBI a descer a propina, dos actuais 1.063€ para 871,52€, já a partir do próximo ano lectivo.
Por Paula Brito em 30 de Apr de 2019

O que António Fidalgo teme é que "não haja reposição na íntegra, ou mesmo que não haja reposição alguma" deste diferencial, à semelhança do que aconteceu com as reposições salariais.

 

No dia em que completou 33 anos, a UBI aprovou, em conselho geral, as contas de 2018. O ano encerrou com um défice de 700 mil euros, ainda assim, abaixo dos 1,3 milhões de euros previstos. No ano passado a Universidade da Beira Interior recebeu do OE 24 milhões de euros e gerou, de receitas próprias, nove milhões.

 

Consciente que "a cantinela" do subfinanciamento da UBI já irrita, o reitor diz que é preciso que irrite muito mais e pediu aos políticos presentes que continuem a clamar esta injustiça "a todos os políticos de Lisboa que venham à Cova da Beira".

Mas a UBI tem motivos para celebrar e se orgulhar, desde logo dos 7500 estudantes que tem actualmente, dos quais 1500, 20%, são estrangeiros, de 47 países, sobretudo Brasil, Angola, Cabo Verde, Guiné e Timor. A conquista da América latina hispânica, nomeadamente, Equador, Peru e Panamá, mas também China, é o próximo passo no campo da internacionalização de uma Universidade que "tem o mundo como horizonte."

É por isso que, quando perguntam a António Fidalgo “Como vai a sua universidade?”, ele responde - “Vai bem de ânimo mas mal de orçamento.”

É uma resposta semelhante, aquela que dá o presidente da Associação Académica da UBI (AAUBI) sempre que lhe perguntam pela sua academia “vai bem de espírito, mas muito mal de finanças”.

Afonso Gomes diz que é cada vez mais difícil ser dirigente associativo quando o único apoio institucional que a AAUBI tem é da própria universidade, entre outros exemplos deixados pelo presidente da academia que resiste, como a reitoria, às adversidades, ou não fossem “feitos da mesma massa”.

O presidente do conselho geral da UBI, José Ferreira Gomes, deixou os dois desafios que se colocam à Universidade. Por um lado, na investigação, “manter a UBI na 1.ª liga nacional”, por outro, “satisfazer melhor esta ligação entre o 1.º ciclo de ensino superior e o mercado de trabalho.”


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