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Quarta, 16 Out 2019
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POL√ćTICA
BE QUER PA√ćS LIGADO PELA FERROVIA
Rádio Cova da Beira
Uma arruada no mercado, com as elei√ß√Ķes europeias a servir de mote e de ensaio para as legislativas, trouxe hoje a candidata do Bloco de Esquerda √† Europa, Marisa Matias, e l√≠der do partido, Catarina Martins, ao Fund√£o. A mobilidade fez parte da agenda: o BE quer o pa√≠s ligado pela ferrovia.
Por Paula Brito em 29 de Apr de 2019

A proposta do Bloco de Esquerda, que consta do plano ferroviário nacional que vai ser discutido no próximo dia três de Maio na Assembleia da República, quer garantir ligações ferroviárias em todo o país. Catarina Martins trazia a mobilidade na agenda e à inevitável questão sobre o interior, a coordenadora nacional do Bloco respondeu com uma pergunta.

“Nós aceitamos que os investimentos que são feitos em infra-estruturas em Portugal, nomeadamente na infra-estrutura ferroviária, seja para fazer os portos a Espanha e o interior seja uma espécie de corredor onde não para nada, ou precisamos que o investimento que vai ser feito também tenha redes secundárias que servem tanto o transporte de pessoas como de mercadorias aqui no interior?”

Quanto às portagens na A23 e A25, Catarina Martins recordou a posição do Bloco de Esquerda, as propostas que já levou ao parlamento, mas não pode fazer mais, se nada mudar. Foi o que veio dizer ao Fundão a comitiva bloquista.

“Quem não votar em Maio vai estar a chegar atrasado a Outubro e portanto, é aqui que cada um, com o seu voto, vai determinar como quer mudar. E chamo a atenção para o facto de nas eleições europeias haver um único círculo nacional. Em todas as eleições o voto útil é o da convicção, mas nas europeias todos os votos contam para o mesmo círculo, seja aqui no Fundão, em Lisboa ou no Porto.”

A líder da lista do Bloco de Esquerda às eleições europeias, Marisa Matias, disse no Fundão que quanto mais força tiver o Bloco mais se pode bater pelas desigualdades do território, visto de Bruxelas ou de Lisboa.

“Nós temos ainda um país muito desigual onde ainda a maior parte dos fundos acabam por ser destinados a regiões como a grande Lisboa ou o grande Porto. Todo o país necessita mas nós precisamos de um país mais igual. Quando defendemos serviços públicos, transportes,  as condições de vida digna no interior estamos também a defender o investimento concreto no interior. É isso que o BE tem defendido vai continuar a defender e quanto mais força mais defenderemos".   


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