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Sábado, 25 Mai 2019
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POLÍTICA
“O INTERIOR É A GRANDE PRIORIDADE DE PORTUGAL”
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado das florestas e do desenvolvimento rural garantiu em Belmonte que não lhe vai doer a voz na defesa permanente do desenvolvimento do interior do país. Miguel Freitas presidiu à sessão solene comemorativa do dia do concelho e de onde saiu com a convicção reforçada de que Portugal não pode continuar a ser um país a duas velocidades.
Por Nuno Miguel em 27 de Apr de 2019

“Uma das minhas grandes convicções é que o país tem de olhar de forma diferente para estes territórios. O país tem de perceber que está no interior a nova grande prioridade de Portugal. Estamos num tempo em que temos de discutir aquilo que é o nosso futuro próximo e aquilo que quero aqui reafirmar é que a voz não me vai doer na defesa permanente do desenvolvimento do interior porque não podemos continuar a ter um país a duas velocidades. O país ou é um só ou não é nenhum”.  

 

Para esbater essas assimetrias, o governante refere que já estão a ser dados alguns passos importantes. O primeiro diz respeito ao processo de descentralização de novas competências para os municípios e que já está em curso “acredito que o movimento de descentralização que estamos a fazer é absolutamente essencial. Porque se o estado tem de olhar de forma diferente para estes territórios é certo que só a intervenção dos autarcas, que são aqueles que estão mais próximos das populações, é que conseguirá fazer a mudança que é necessária. Por isso dar mais competências aos municípios é crucial. Mas quando se dão mais competências também tem de se dar mais recursos. Porque só com mais recursos é que seremos capazes de fazer a mudança que precisamos”.   

 

Para Miguel Freitas é também fundamental que a região saiba aproveitar ao máximo os sectores onde as suas potencialidades são evidentes, como é o caso da floresta e da agricultura “os nossos construtores de paisagem são os nossos produtores florestais e os nossos produtores agrícolas. E é em prol da pequena agricultura que temos de trabalhar. Por isso mesmo lançámos o estatuto da pequena agricultura familiar que, entre outras medidas, prevê um compromisso que o país tem de fazer com os pequenos produtores para que a contratação pública de proximidade, feita pelos municípios para as escolas, feita pelo estado para os hospitais e para as cantinas das forças armadas, seja feita com esses produtores”.  


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