RCB/TuneIn
Domingo, 19 Mai 2019
PUB
UBI
CIMD Cabecalho
CULTURA
A ESCRITA COMO FORMA DE LIBERDADE
Rádio Cova da Beira
Chama-se “O Informador”, o novo livro de Fernando Paulouro lançado em vésperas de se comemorar o 25 de Abril. A obra, como a escrita, é também uma forma de liberdade, como referiu o autor, em entrevista à RCB.
Por Paula Brito em 25 de Apr de 2019
 “Eu julgo que a escrita é uma grande libertação, mesmo quando há contrariedade, mesmo quando a situação era de anti-liberdade, a escrita era uma libertação e uma forma de resistência. Por outro lado, este livro pretende, sobretudo na história que lhe dá o nome, retirar do esquecimento o que era a dimensão anti-humana, de tortura e prisão da polícia política, da Pide.”

“O informador” é o conto que dá nome ao livro, de ficção, mas que, em alguns casos, toca na realidade. Ao todo são 20 contos, cinco dos quais inéditos, escritos ao estilo de Fernando Paulouro.

“O livro tem outras histórias, que são detalhes do quotidiano, que a observação depois transporta para a ficção.”

Afastado do jornalismo, Fernando Paulouro olha com espírito critico para uma actividade em crise.

“O jornalismo escrito perdeu fôlego, perdeu espaço, hoje é tudo muito contido nas quatro linhas, como se diz no futebol. A reportagem, a crónica, há imensos géneros que se foram diluindo, e também porque o formato do jornalismo aposta hoje muito no sensacionalismo, que pode ser aparentemente um caminho, mas é seguramente a morte do próprio jornalismo.”

Sem saudades do jornalismo, Fernando Paulouro diz que a escrita lhe preenche os dias.


  Redes Sociais   Facebook

2007—2019 © Rádio Cova da Beira

Todos os direitos reservados