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Sábado, 24 Ago 2019
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POLÍTICA
CMC APROVA CONTAS DE 2018
Rádio Cova da Beira
A câmara municipal da Covilhã aprovou por maioria o relatório de gestão da autarquia referente ao ano 2018. Os números apontam para uma taxa de execução na ordem dos 85 por cento, mas que ainda assim mereceram o voto contra do vereador do CDS/PP.
Por Nuno Miguel em 24 de Apr de 2019
Para José Luís Adriano os documentos apresentados revelam uma “execução enganadora pois resulta já de correcções orçamentais que anteviam uma execução muito inferior. Isto para além de existirem execuções manifestamente insuficientes e reveladoras de uma ineficácia na gestão autárquica. Por exemplo a construção e reparação de edifícios ficou-se pelos 6,2 por cento e o orçamento participativo e a requalificação urbana tiveram uma execução de zero por cento. Por outro lado há ainda um aumento considerável nas despesas com pessoal, cerca de 600 mil euros por ano, e isto alia-se a um aumento da aquisição de serviços correntes, que quer dizer na prática que a autarquia continua a recorrer à contratação de serviços externos”.    
Também ao nível da redução do passivo o vereador do CDS sublinha que os valores apresentados, cerca de 16 milhões de euros, aparentam ser resultado de uma gestão equilibrada mas não é isso que acontece. José Luís Adriano sublinha que “aparentemente os resultados ao nível da redução do passivo parecem-nos bons mas eles foram alcançados com as operações de substituição e amortização extraordinária de dívida e que, em nosso entender, podia e devia ter sido totalmente aproveitada para a reestruturação total da dívida e consolidação das contas do município. Todavia isso foi apenas aproveitado em 50 por cento o que significa que se desperdiçou uma magnifica oportunidade para isso”.   
Críticas que o presidente da câmara da Covilhã rejeita. Vítor Pereira afirma que quando assumiu funções na presidência da autarquia o valor global do passivo era de 150 milhões de euros e no final do ano passado esse montante foi diminuído para 76 milhões e meio de euros. Quanto à taxa de execução, o autarca refere que os números alcançados em 2018 são históricos “temos uma execução orçamental de 85 por cento que não é fictícia e também não dão margem para dúvidas os 148 por cento em que nos encontramos em termos de endividamento sendo que quando chegámos à câmara estávamos em 297 por cento. É uma marca inigualável. Já lá vai o tempo em que se faziam orçamentos de 100 milhões de euros mas depois apenas se executavam 20 milhões. Por isso em 2018 conseguimos alcançar um resultado histórico”.   
Já quanto às críticas em relação ao aumento de custos com pessoal, Vítor Pereira justifica essa situação com o processo de integração de trabalhadores precários nos quadros da autarquia aliado à reposição de rendimentos na administração pública “por um lado houve reposição de rendimentos por força da lei, que tinham sido congelados por imposição da troika, e que o actual governo conseguiu desbloquear. Por outro lado foram integrados umas largas dezenas de trabalhadores precários que tem direito ao seu salário e aquilo que pagamos a mais resulta exactamente disso. Só contratamos fora aquilo que é absolutamente necessário”.   
O autarca refere que no final de 2018 o município da Covilhã tinha ainda uma dívida à banca (passivo exigível) na ordem dos 37 milhões e meio de euros, o que significa que no último ano foi possível reduzir o valor da dívida bancária em oito milhões e 700 mil euros.

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