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SOCIEDADE
“É HORA DE DIZER BASTA!”
Rádio Cova da Beira
O presidente da câmara municipal de Castelo Branco considera estar a ser alvo de uma acção concertada de tentativa de descredibilização, de ataque pessoal e de ofensa à sua pessoa e família.
Por Paulo Pinheiro em 23 de Apr de 2019

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Em causa está a notícia avançada pelo jornal “Público” segundo a qual o anterior e o aCtual presidente da Câmara de Castelo Branco, respeCtivamente Joaquim Morão e Luís Correia, juntamente com outros autarcas socialistas da região, criaram em 2010 uma ONGD que nunca foi reconhecida oficialmente e da qual não se conhece qualquer aCtividade.

De acordo com o jornal, a L´Atitudes - Associação para a Dinamização de Projetos e Redes Globais de Cooperação e Desenvolvimento - ONGD" recebeu pelo menos 350 mil euros de fundos públicos para instalar a sua sede num edifício camarário.

 “Digo basta e garanto também que, a partir deste momento e com efeitos imediatos, tomarei todas as medidas legais ao meu dispor e alcance para por um ponto final nesta campanha de difamação com a qual me tentam atingir e paralisar, mas que põe também em causa o bom nome dos albicastrenses e do nosso município", disse Luís Correia.

Em conferência de imprensa sobre o caso da associação L'Atitudes, o edil garantiu que não participou na criação da associação, mas referiu que em nenhum momento ou circunstância põe em causa "a boa fé" que esteve na génese da associação.

A este propósito, o autarca explicou ainda que a associação foi criada em 2010 e que só em 2013, três anos após a sua criação, entrou como associado para a L'Atitudes e que assumiu "apenas e só" o cargo de presidente do Conselho Fiscal.

 

"Não fui responsável nem participei na tomada de qualquer decisão no âmbito do funcionamento ou acção da associação, nomeadamente quanto à apresentação da candidatura para obtenção de fundos comunitários para recuperação do imóvel", disse.


"Perante os mais recentes acontecimentos noticiosos, não posso concluir senão que estamos perante uma campanha orquestrada com o único propósito de me atingir, custe o que custar, sem olhar aos factos. Uma campanha política deturpada e perturbada, porque não só se ignora os factos, como não se hesita em construí-los ou mondá-los para manter o assunto na agenda mediática", sustenta.

 

"Todas as notícias que afirmem ou reproduzam a ideia de que o actual presidente da Câmara Municipal de Castelo Branco criou a associação L'Atitudes são falsas e estão a induzir deliberadamente os leitores em erro", apontou.

 

O autarca albicastrense realçou ainda que a sua participação nas votações na câmara de Castelo Branco em que foi decidido a favor das solicitações da L'Atitudes, seja na disponibilização do edifício do município em regime de comodato, seja na atribuição de apoio financeiro para a comparticipação das obras de recuperação do edifício, não pode ser posta em causa.

 

"Em primeiro lugar, porque, como membro do executivo camarário, era do interesse do município, logo do interesse público, a recuperação do edifício, que é basicamente a questão que está em apreço. Em segundo lugar, porque o facto de ser associado da L'Atitudes, com funções como presidente do Conselho Fiscal e não da direcção, não poderia ser óbice à prossecução do interesse público", explicou.

 

O presidente da câmara municipal de Castelo Branco lembrou ainda que tem uma acção judicial de perda de mandato, cujo julgamento está marcada para o próximo mês de Maio, sobre a qual não tece qualquer comentário

 

“Deixo apenas uma garantia: Seja qual for a decisão do tribunal, após o dia 21 de Maio, no que me diz respeito, nada voltará a ser como antes, irredutível, que estou, na defesa da verdade, da elevação, da ética, na prática política no nosso concelho”, frisou.


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