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S√°bado, 25 Mai 2019
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SOCIEDADE
ADEGA VAI PAGAR CAMPANHA A PRONTO
Rádio Cova da Beira
Nas comemora√ß√Ķes dos 70 aos da Adega Cooperativa do Fund√£o, o presidente da direc√ß√£o anunciou que na pr√≥xima campanha as uvas ser√£o pagas na totalidade, 30 dias ap√≥s a entrega. √Č uma forma de continuar a valorizar a produ√ß√£o que Ant√≥nio Madalena pretende duplicar nos pr√≥ximos dois anos.
Por Paula Brito em 22 de Apr de 2019

“A última produção foi cerca de um milhão de quilos, nós estamos a trabalhar para a duplicar nos próximos dois anos. Em termos financeiros não estamos mal porque, na próxima campanha, após um mês do encerramento da vindima vamos pagar a uva na totalidade aos sócios e isso é um sintoma do trabalho que se está a fazer em termos comerciais e qualitativos.”

No próximo dia do concelho, a 9 de junho, a adega cooperativa do Fundão e o município vão assinar um protocolo que segundo Paulo Fernandes incide em duas áreas. “A primeira, a investigação, é um campo experimental que vai ser desenvolvido a partir de terrenos que temos no seminário, um campo de investigação para as castas endógenas do nosso território e ali podermos melhorá-las e trabalhá-las em colaboração com a adega.”

A segunda vertente do protocolo é na área do turismo, “hoje o turismo associado à cultura do vinho é uma realidade, e nós não podemos ficar de fora desse processo. Esse protocolo pretende apoiar a adega no desenvolvimento deste produto de visitação quer no edifício da adega quer dos seus produtores associados.”

Na passagem dos 70 anos da cooperativa, o autarca fez a homenagem à adega que foi a responsável pelo primeiro produto com a marca Fundão.

“Nós temos que fazer esta homenagem a esta casa a quem nós devemos muito porque, o bom nome que o Fundão tem associado aos produtos da terra é por causa do vinho do Fundão ao longo destas dezenas de anos. É o primeiro grande produto associado à marca Fundão.”

Em representação do ministro da agricultura, o novo director regional de agricultura e pescas do Centro, Fernando Martins, felicitou a adega por ter chegado até aqui, e falou da importância de um sector em crescimento. Só no ano passado foram exportados 803 milhões de euros em vinho.

“E há uma ambição do sector que se atinja os mil milhões de euros, o que era inesperado há meia dúzia de anos atrás porque o vinho português não era reconhecido e hoje começa a ser conhecido. Além disso, temos uma relação preço/qualidade muito atractiva, e temos uma particularidade que muitos países já não têm. A maior parte dos grandes produtores mundiais têm a sua produção baseada em meia dúzia de castas, essencialmente francesas, e nós temos centenas de castas, temos, a seguir a Itália, o património vitícola mais valioso.”

Os 70 anos da adega cooperativa do Fundão foram brindados com o lançamento de uma nova colheita e imagem do vinho “Praça Nova”, numa festa marcada pela homenagem aos sócios e clientes mais antigos da cooperativa.


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