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Quinta, 22 Ago 2019
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SOCIEDADE
A F√Č NA IGREJA
Rádio Cova da Beira
O bispo da diocese da Guarda considera que a igreja tem de ser encarada pela sociedade actual como o fruto da fé. A ideia deixada por D. Manuel da Rocha Felício no encerramento do ciclo de conferências dedicado a esta temática e que foi promovido pelo centro académico pastoral da universidade da Beira Interior durante o período da quaresma.
Por Nuno Miguel em 17 de Apr de 2019

Para o bispo da Guarda a fé é o estabelecimento de uma relação com Jesus Cristo e que tem a igreja católica como grande interlocutor “a nossa fé é uma relação com alguém que se chama Jesus e que tem um programa, uma identidade e que tem propostas para nos fazer. Na medida em que eu conheço esse alguém e me relaciono com ele estou no caminho da fé. E é nesse caminho que a igreja aparece porque eu não posso seguir esse caminho sozinho. E a igreja assume então a responsabilidade de ser o braço estendido de Cristo que procura dizer a todo o mundo a importância do programa que assumiu”.

 

D. Manuel da Rocha Felício acrescenta que a sociedade hoje vive mergulhada numa cultura de individualismo, mas esse caminho não é irredutível “o culto do eu é uma das componentes da modernidade mas, sendo um valor em si, tem algumas limitações porque quando uma pessoa olha apenas para o seu umbigo nem a si própria se está a construir. Ela tem que, a partir de si, abrir horizontes. E nós hoje já estamos a dar conta de que esse culto do eu tem de ser complementado por iniciativas que valorizem a comunidade e só uma comunidade valorizada pode contribuir para a realização dos indivíduos”. 


É no apontar de caminhos para o estabelecimento de uma relação com Cristo que o papel da igreja assume a sua principal importância e que oferece à sociedade uma alternativa de relacionamento “em determinada altura pensou-se que os indivíduos podiam fazer tudo o que quisessem mas sem a componente relacional de que falo o indivíduo nem sequer é um indivíduo. É outra coisa qualquer. E ai a igreja aprece também na vivência da fé como uma necessidade dessa componente e depois transforma-se em instrumento porque vai fazendo com que a proposta se alargue e se leve a mais pessoas. E tudo isso leva à abertura de novos caminhos”.     


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