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S√°bado, 25 Mai 2019
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POL√ćTICA
RECURSOS DEVEM SER APROVEITADOS DE FORMA INTELIGENTE
Rádio Cova da Beira
O coordenador do grupo de trabalho de energia na assembleia da rep√ļblica considera que Portugal n√£o se pode dar ao luxo de desperdi√ßar recursos naturais como √© o caso do l√≠tio. A afirma√ß√£o feita por Hugo Costa no decorrer de um debate promovido pela federa√ß√£o distrital de Castelo Branco da juventude socialista subordinado √†s tem√°ticas do ambiente e da transi√ß√£o energ√©tica.
Por Nuno Miguel em 16 de Apr de 2019
Embora sem querer pronunciar-se em concreto sobre a contestação das populações em relação à exploração de lítio na Serra da Argemela, Hugo Costa refere que o aproveitamento desse tipo de recursos deve ser feito com inteligência “eu sei que, neste caso em concreto, existe alguma contestação por parte das populações mas eu não me refiro especificamente a esse caso mas sim à globalidade do país. Se as populações e as autarquias estiverem de acordo, se Portugal tiver, como é o caso, determinados recursos que podem e devem ser aproveitados e os estudos de impacto ambiental forem positivos, elas podem ser feitas. É claro que não estou a falar de explorações a céu aberto mas sim explorações feitas com inteligência, em que todas as precauções ambientais sejam tomadas e percebendo se o custo de oportunidade é o mais benéfico”. 
No decorrer do debate, o deputado eleito pelo distrito de Santarém sublinha que Portugal já hoje é produtor de 58 por cento da energia que consome, mas a percentagem diminui para os 30 por cento se for contabilizada a utilização da electricidade ao nível da mobilidade. Por isso a questão da sustentabilidade energética é um dos principais desafios que o país vai enfrentar e Hugo Costa considera que devem ser estudadas medidas que permitam diminuir os custos de contexto para os cidadãos e as empresas instalados no interior do país, nomeadamente ao nível da factura da electricidade “os portugueses ainda hoje não percebem os motivos porque os preços da electricidade, do gás natural ou dos combustíveis são tão elevados e na minha opinião esses valores devem ser travados. Por exemplo ao nível da electricidade a redução de 3,5 por cento que entrou em vigor este ano é positiva mas eu acho que ainda podem ser estudadas algumas medidas de apoio às empresas sediadas no interior para minimizar os custos de contextos associados ao desenvolvimento da sua actividade”. 
Incontornável foi também a questão das portagens na A 23 e a proposta apresentada pelo PSD em reduzir o valor actualmente cobrado em 50 por cento, por forma a compensar a região pela implementação das medidas de apoio aos passes sociais nas áreas metropolitanas de Lisboa e Porto. Hugo Costa admite que o governo já deu passos no sentido de reduzir o valor das portagens e esse é um caminho que deve ser aprofundado na próxima legislatura “as portagens são um fenómeno que coloca dificuldades ao interior. Numa próxima legislatura deve ser apresentada uma proposta concreta que permita resolver este problema porque os valores que actualmente são cobrados são um problema grave para o interior. Agora parece-me que tem que se explicado ao PSD que a redução de portagens em 50 por cento para fazer face aos apoios criados nos passes sociais nas grandes áreas metropolitanas de Lisboa e Porto não é preciso ser especialista em ambiente para perceber que uma medida que é suportada financeiramente pelo fundo ambiental não pode servir também para reduzir os custos dos transportes rodoviários. Essa é uma matéria que deve ser algo de uma renegociação com as concessionárias”.    
Nesta deslocação à região, Hugo Costa mostrou-se ainda contra o desenvolvimento de qualquer central nuclear em Portugal e refere que as populações ainda não estão conscientes do perigo que representa o funcionamento da central de Almaraz, em Espanha, a uma centena de quilómetros da fronteira portuguesa. 

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