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Quarta, 19 Jun 2019
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POLÍTICA
“AVANÇAR NOS DIREITOS, VALORIZAR OS TRABALHADORES”
Rádio Cova da Beira
É este o mote com que vão decorrer as comemorações do próximo dia um de Maio, organizadas pela união de sindicatos de Castelo Branco. A efeméride vai ser novamente assinalada com iniciativas na Covilhã, Tortosendo, Minas da Panasqueira e Castelo Branco, tendo como pano de fundo a realização das eleições europeias ainda durante o mês de Maio e das legislativas no próximo dia seis de Outubro.
Por Nuno Miguel em 13 de Apr de 2019
Na apresentação do programa, o coordenador da união de sindicatos refere que uma das principais tónicas vai ser o combate a algumas alterações que o governo se prepara para introduzir na legislação laboral, como é o caso da diminuição do tempo de contratação a termo de três para dois anos “dizer-se que a contratação a termo vai passar de três para dois anos é um avanço mas não passa de tentar tapar o sol com uma peneira. O problema fundamental não está na duração dos contratos mas sim em eliminar os factores que justificam a precariedade. As entidades patronais encontram formas sub-reptícias para no final de dois anos os trabalhadores irem para a rua e depois voltam a ser contratados com um novo contrato de dois anos e assim continuam eternamente. O verdadeiro problema é a existência de admissibilidade da contratação à termo em situações que não se justificam”.     O alargamento para 180 dias de período experimental para os trabalhadores é outra das matérias que, de acordo com Luís Garra, é encarada com muita preocupação “no nosso entender esta medida é uma nova forma de precariedade, mais violenta ainda, porque objectivamente o que se vai passar é que as empresas até podem diminuir à contratação a termo por seis meses porque contratam mas depois mandam embora logo no final do período experimental sendo que um contratado a termo ainda tem direito a indemnização e aos proporcionais de férias e sendo no período experimental não tem direito a nada. Isto é uma violência”. 
O coordenador da união de sindicatos refere que ao longo dos últimos três anos já foi possível aos trabalhadores reconquistarem alguns direitos, mas continua a faltar uma verdadeira política de apoio à região que combata as assimetrias entre o litoral e o interior “uma boa política de marketing não faz uma boa politica para o interior de Portugal. O que nós temos hoje é uma situação de continuada degradação do tecido económico, de aprofundamento do despovoamento e de envelhecimento da população que está no interior. Por isso o conjunto de medidas que têm sido anunciadas, umas sobre outras, às vezes as mesmas com um novo nome, não tem em conta a realidade concreta que se vive e por isso é evidente que os resultados concretos da sua aplicação são irrisórios”.  
Por isso Luís Garra sublinha que durante estas comemorações vai também ser feito um forte apelo aos trabalhadores do distrito para que nos próximos actos eleitoral utilizem o seu voto como uma arma no sentido de alcançar novas conquistas “nós não somos uma organização partidária mas realizando-se as comemorações do 1º de Maio em cima da campanha eleitoral para o parlamento europeu nós não podemos deixar de apelar aos trabalhadores para que participem nas eleições votando. E que com o seu voto ajudem a reforçar o campo daqueles que querem que Portugal avance. Sabem que nós não escolhemos ou combatemos cores. Escolhemos e combatemos políticas. Não apoiamos cores mas apoiamos políticas”. 
O coordenador da união de sindicatos refere que no próximo dia do trabalhador vão ser tornadas públicas algumas acções que o movimento sindical pretende levar por diante nos próximos meses e garante que qualquer que seja a solução política adoptada depois destes dois actos eleitorais, a luta continua a ser inevitável. A realização das habituais provas de atletismo e da marcha pedestre de homenagem ao trabalhador entre Vila do Carvalho e da Covilhã são as actividades que também continuam a fazer parte do programa.

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