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Terça, 20 Ago 2019
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SOCIEDADE
DIOCESE DA GUARDA: PROPOSTA DE REORGANIZAÇÃO APRESENTADA
Rádio Cova da Beira
O trabalho foi desenvolvido ao longo do último ano pela comissão diocesana pastoral e que sugere uma nova estrutura para o funcionamento dos serviços da diocese assim como uma maior integração dos movimentos e obras de apostolado. O documento serve como base de trabalho para um processo de reorganização que vai ser efectuado de forma gradual, e onde uma das grandes novidades vai para a redução do número de arciprestados, como confirmou à RCB o bispo da diocese.
Por Nuno Miguel em 29 de Mar de 2019

“Um dos níveis desta proposta é a diminuição do número de arciprestados. Ainda vamos ver de que forma isso vai ser concretizado. Há uma outra parte que vai demorar mais algum tempo a definir em pormenor porque envolve alguma mudança de mentalidades que é o conjunto das paróquias. Elas vão perceber que sozinhas não vão a lado nenhum, que o factor do número de fiéis é importante e também que a cooperação entre elas nos vários ministérios e serviços é fundamental”.

 

Já em relação ao facto de continuarem a existir paróquias com menos de uma centena de habitantes, D. Manuel Felício refere que não podem ser riscadas do mapa mas devem ser encontradas as melhores soluções para existir um trabalho em conjunto “se é verdade que uma paróquia com 50 habitantes não pode sair do mapa porque tem a igreja, tem património e não ganhamos nada em riscá-la do mapa também é verdade que uma paróquia com 50 habitantes, e eu não estou a falar de cor, sozinha não se governa. É este trabalho que nós estamos a fazer e que até final deste ano civil vai ter novas propostas de orientação e para isso queremos contar com a compreensão e a cooperação de todos”.

 

Outra das propostas que faz parte deste projecto aponta para a criação de instâncias de pastoral intermédia entre as paróquias e os serviços centrais da diocese. Uma função que vai ser desempenhada pelos arciprestados “os arciprestados hão-de ser essas instâncias intermédias e cada um terá que ter os seus serviços. Tem de ter um conselho pastoral arciprestal, um serviço de educação de catequese, um serviço de formação da liturgia e também um serviço de pastoral social e acolhimento de pessoas. São esses serviços intermédios que nós temos que criar ligados a cada arciprestado. É nisso que estamos a pensar”. 

 

Em Novembro do ano passado a diocese da Guarda tinha identificado 130 sacerdotes na sua área geográfica, embora apenas 86 estejam a exercer actividade pastoral diária. Um número que, de acordo com D. Manuel Felício, consegue dar resposta às necessidades de todas as comunidades “neste momento temos cerca de 240 mil pessoas na nossa diocese e se fizermos as contas cada pároco terá, em média, cerca de três mil pessoas ao seu cuidado. E acabam por ser paróquias de pequena dimensão porque nós temos em Portugal algumas paróquias com 90 mil pessoas. Se nós conseguirmos gerir bem as disponibilidades destes sacerdotes no terreno com mais os 18 diáconos que também temos, acredito que está garantido um futuro para a nossa diocese. Não nos termos em que existiam há 20 anos atrás porque não podemos voltar com o tempo para trás. Temos é de olhar em frente e para o futuro”.


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