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Domingo, 18 Ago 2019
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POLÍTICA
CMC GERE QUOTIDIANO DA DECADÊNCIA
Rádio Cova da Beira
Adolfo Mesquita Nunes diz que a maioria socialista na Câmara Municipal da Covilhã (CMC) se limita a gerir o quotidiano da decadência. Numa avaliação ao mandato, o vereador do CDS-PP lamenta a perda de relevância da Covilhã no panorama regional.
Por Paula Brito em 29 de Mar de 2019

“A Covilhã está a perder a relevância face a todas as cidades que estão à sua volta, e para mim, que vivi numa Covilhã que era uma cidade de referência na região, não deixa de ser frustrante, esta gestão quotidiana da decadência.”

Uma das maiores falhas do executivo socialista na câmara da Covilhã é na área da captação de investimento, onde falta estratégia e sobra resignação.

“A câmara da Covilhã não tem uma estratégia de captação de investimento, porque quando tem os concelhos ao lado com estratégias activas a bater à porta dos empresários a tentar que venham para cá, se nós não fizermos o mesmo e melhor, arriscamo-nos a que nenhum cá venha parar, a não ser por carolice. Eu acho que a captação e manutenção de investimento é uma das falhas deste executivo.” 

Em entrevista à RCB, Adolfo Mesquita Nunes devolve a Vítor Pereira a resposta que dá constantemente às suas críticas e propostas.

“Um presidente de câmara que se limita a responder a todas as críticas e propostas dizendo que são meros sound bites, dá a perceber que essa é a frase que ele tem para não responder a coisa nenhuma. O presidente da câmara é incapaz de lhe negar que há familiares de vereadores nomeados na câmara ou para empresas municipais, familiares directos, há casais, há pais e filhos de vereadores e adjuntos, há endogamia nesta câmara.”

Além de endogamia, há também falta de respeito pelo estatuto da oposição. Não fora a ligação permanente com os covilhanenses e Adolfo Mesquita Nunes sente que teria estado, este ano e meio, “a trabalhar para o boneco”.

Adolfo Mesquita Nunes, em entrevista ao programa Flagrante Directo da RCB, lamenta que se mantenha lento o ritmo das decisões que, na câmara da Covilhã, são exclusivas do presidente.

“Esta câmara é composta por um presidente e por mais ninguém. Ninguém assume qualquer responsabilidade de coisa nenhuma sem ser o senhor presidente, mas pior do que isto é colocarem-se os directores municipais a darem respostas aos vereadores, como quem diz que os vereadores nem sequer sabem responder. Eu quando faço perguntas quero que os vereadores me respondam politicamente.”

Adolfo Mesquita Nunes admite que tem sido frustrante ser oposição num executivo maioritário que não respeita o estatuto da oposição e desconsidera as suas propostas, mas garante que vai manter-se até ao último dia do mandato.


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