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Sexta, 23 Out 2020
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SOCIEDADE
CENÁRIO DE ENCERRAMENTOS NUNCA ESTEVE EM CIMA DA MESA
Rádio Cova da Beira
Jorge Ludovico Bolas garante que o comando territorial da GNR de Castelo Branco não pretende propor o encerramento de nenhum posto no distrito que esteja a funcionar em horário de atendimento reduzido.
Por Nuno Miguel em 27 de Mar de 2019

Dos 31 postos existentes no distrito existem 14 que se encontram a funcionar nessa situação mas nunca foi colocada a hipótese, por parte do comando distrital, de proceder ao encerramento de qualquer infraestrutura “esse cenário nunca esteve em cima da mesa e eu tive sempre o cuidado de fazer um conjunto de informação à população, aos militares e aos nossos autarcas. Isto porque me parece que o nosso território é demasiado grande para haver uma concentração numa espécie de super-postos como também chegou a ser apregoado. A malha deve-se manter, agora a concentração das áreas administrativas para libertar gente para as patrulhas”. 

 

Nas comemorações do décimo aniversário do comando territorial, que este ano decorreram na Covilhã, Jorge Ludovico Bolas alertou para a importância de poder reforçar o efectivo disponível. Actualmente exercem funções no distrito de Castelo Branco cerca de 700 militares e esse reforço é determinante para que alguns dos postos que funcionam em atendimento reduzido possam reforçar a sua autonomia “eu não tenho um número concreto para esse reforço. Existem um conjunto de propostas para melhorar as necessidades mas cada posto territorial para funcionar de forma autónoma deve ter 24 militares e neste momento há 14 postos que funcionam em regime de atendimento reduzido. Por isso é uma questão de reforçar alguns deles”. 

 

Em 2018 o comando territorial de Castelo Branco recebeu 30 novos militares para fazer a algumas saídas para aposentação e à integração de alguns elementos nos grupos de intervenção de combate a incêndios florestais. Jorge Ludovico Bolas reconhece que a capacidade operacional ficou mais reforçada mas é ainda necessário que o número de militares no distrito de Castelo Branco possa ser aumentado nos próximos anos.

 

Durante estas comemorações o comandante do comando territorial de Castelo Branco da GNR referiu ainda que “vivemos e sofremos os mesmos problemas da região. A desertificação e o desinvestimento são, também para nós, factores de enorme preocupação e assumem mais do que nunca um desiderato a ter em conta na gestão de recursos para a ocupação do território. Temos consciência de que nestas regiões a segurança interna afirma-se como um dos factores fundamentais na fixação de pessoas e de negócios, evitando o seu êxodo. Por essa razão o nosso compromisso com o distrito de Castelo Branco torna-se ainda mais importante e estamos completamente solidários com o nosso interior, não cedendo um palmo de terra, e mantendo-nos sólidos e determinados na defesa do nosso património”.

 

No balanço da actividade operacional desenvolvida no último ano, o comandante do comando distrital, refere que foi possível alcançar resultados operacionais muito positivos em diversas áreas “no âmbito da prevenção e combate à sinistralidade assinalamos com satisfação que em 2018 o comando foi capaz de contrariar a tendência nacional do aumento de sinistros. Tivemos menos vítimas e menos acidentes o que só nos pode encher de orgulho. Temos hoje uma presença mais visível e dissuasora no terreno. As patrulhas contam com um destacamento de intervenção mais presente e mais célere no apoio a incidentes. Melhorámos também o nosso sistema de prevenção de fogos florestais, que nos assegurou uma diminuição de 33,4 por cento do número de casos registados de focos de incêndio entre 2017 e 2018”. 

 

2018 foi também o ano de uma reorganização interna ao nível do funcionamento de alguns postos, e os resultados alcançados deixam o responsável muito satisfeito “os resultados foram esmagadoramente visíveis; melhoramos em todos os indicadores testados. Tivemos mais gente disponível, mais patrulhas e mais segurança. Aumentámos 304 por cento o número de patrulhas de proximidade junto dos nossos idosos, passando de 48 para 194 e de uma disponibilidade de efectivo humano de 59 para 326. Tudo isto foi possível em menos de um ano, demonstrando que se pode fazer mais e melhor com os efectivos que temos”.

 

Para além disso o comandante do comando territorial destaca a parceria que tem vindo a ser estabelecida com várias autarquias no sentido de melhorar as condições de funcionamento de alguns postos “destaco aqui o projecto do novo posto do Tortosendo onde o papel do senhor presidente da câmara da Covilhã foi determinante para fazer avançar a obra. Mas também quero reconhecer os méritos de outros autarcas que se têm envolvido na concretização deste objectivo comum. Recordo situações ainda em curso e a merecer a nossa melhor atenção como são os casos do Fundão, Alpedrinha, Cebolais de Cima, Unhais da Serra, Paul e Zebreira. Também nestes casos só o envolvimento autárquico de câmaras e juntas tem tornado possível o caminho para melhorar as condições de trabalho dos militares e também as de atendimento público ao cidadão”. 

 

No distrito de Castelo Branco, o quarto maior do país em termos de área geográfica, a GNR estabelece relações com 11 municípios e 120 juntas de freguesia e está presente em cerca de 97 por cento do território.

 


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