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SOCIEDADE
BVC: SUSTENTABILIDADE FINANCEIRA PODE ESTAR EM CAUSA
Rádio Cova da Beira
Se não houver controlo nas despesas, a sustentabilidade financeira dos bombeiros voluntários da Covilhã pode estar em causa, admite em declarações à RCB o presidente da direcção.
Por Paulo Pinheiro em 26 de Mar de 2019

Joaquim Matias, que falava no final da última assembleia geral da associação, garante que o cenário não aconteceu “porque temos sido muito rigorosos na gestão, senão estava”.

 

Com o acordo empresa assinado com o Sindicato dos Trabalhadores da Administração Local, que entre outras clausulas prevê que a direcção pague no mês de Março o vencimento e subsídio de férias, o responsável do elenco directivo deixou claro que “se não conseguir receber montantes que estão em dívida para com os bombeiros não conseguimos pagar”, aponta.

 

No decorrer da assembleia geral, Joaquim Matias informou os associados da troca de correspondência com o STAL cuja proposta apresentada pelo sindicato contem “valores incomportáveis para a associação”.

 

Esta segunda-feira, a direcção reuniu com o trabalhadores onde transmitiu que, após dois estudos efectuados(um com um aumento de 2% e outro de 2,5%) tinham previsto um aumento dos vencimentos, mas quando  recebeu a proposta do sindicato “foi como um alarme. Tocaram as campainhas “, refere o presidente da direcção, que acrescentou ainda ter-se inteirado do que se passa, quanto a aumentos que se praticam, noutras associações similares no país, em câmaras municipais e na função pública e a conclusão “aumentos são igual a zero”.

 

“Quando saiu a lei que fixa o valor do salário mínimo nacional 635 euros implementamos de imediato a lei. Agora, quando o sindicato propõe 650 euros é algo absurdo. Não faz qualquer sentido. Houve congelamentos de escalões a nível nacional e aqui (BVC) não houve e em 2018 aumentámos o salário dos trabalhadores em 2% para além da subida do subsídio de alimentação e de seguros que também fizemos”, explica Joaquim Matias.

“Se alguém pensa que gerir uma casa destas é abrir uma fotocopiadora e fotocopiar dinheiro, não é assim que se faz”, declara.

Na reunião magna dos sócios, o presidente da direcção do BVC garantiu ainda que se for necessário despedir trabalhadores para garantir a sustentabilidade da associação “isso logicamente acontecerá”.

Entre os problemas que ultimamente têm agravado a situação da corporação está a diminuição drástica do transporte de doentes “há dias que os bombeiros não têm um serviço de longo curso, algo impensável”, sustenta.

A concorrência dos privados nesta área é cada vez maior. De acordo com o presidente da direcção dos BVC, as empresas não têm que obedecer às tabelas de uma portaria, que não são revistas há vários anos, e continuam a existir pedidos para a criação de mais empresas com este objectivo  

 “Esta é uma concorrência desleal que nos arrasta para esta situação. Tenho ainda a preocupação de nem todas as empresas que transportam doentes terem a qualidade e conforto com que os bombeiros o fazem”, sublinha.

A assembleia geral aprovou, por unanimidade, o relatório e contas e o parecer do conselho fiscal referentes a 2018, assim como um aumento de quotas: 12 euros é o valor mínimo.


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