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POLÍTICA
MANUEL FREXES NEGA SUSPEITAS
Rádio Cova da Beira
Manuel Frexes diz que vai esclarecer todas as suspeitas que lhe são imputadas quando liderava Câmara do Fundão, garante que sempre preservou o interessa público e nega que alguma vez tenha obtido qualquer vantagem patrimonial.
Por Paula Brito em 23 de Mar de 2019

Durante a conferência de imprensa, realizada esta manhã, na sede dos sociais-democratas em Castelo Branco, o deputado e presidente do PSD distrital, afirmou que vai esclarecer no local próprio todas as “dúvidas e suspeitas” que lhe são imputadas pelo Ministério Público que o constituiu arguido por alegados crimes de prevaricação e corrupção nas antigas funções de presidente da Câmara do Fundão.

“Esse cabal esclarecimento deve ser e será feito no lugar próprio, ou seja, no seio do processo, em colaboração com a justiça, a fim de desfazer quaisquer dúvidas quanto a irregularidades encontradas em contratos de elaboração de projectos ou fiscalização de obras, demonstrando que a minha conduta sempre preservou o interesse público, não tendo havido favorecimento de empresas nem, alguma vez, tenha obtido qualquer vantagem patrimonial".

Aos jornalistas Manuel Frexes falou apenas das questões já tornadas públicas, uma vez que a “matéria que aqui vou abordar está em segredo de justiça e como tal, deve a mesma ser tratada em conformidade.

Manuel Frexes explicou que esteve na passada quinta-feira no Departamento de Investigação e Ação Penal (DIAP) de Coimbra a prestar declarações e adiantou que, pela primeira vez, foi-lhe concedida autorização para que tivesse acesso integral ao processo.

"Tal circunstância irá agora permitir o esclarecimento, ponto por ponto, de todas as dúvidas e suspeitas que me são imputadas no exercício das minhas funções de presidente da Câmara Municipal do Fundão, cargo que me orgulho de ter exercido de Janeiro de 2002 a Janeiro de 2012".

O deputado do PSD nega que alguma vez tenha obtido qualquer vantagem patrimonial, "foi tornado público que teria recebido um apartamento em Lisboa. Quero esclarecer que nunca recebi qualquer apartamento e que não tive nem tenho qualquer apartamento em Lisboa, nem eu, nem ninguém da minha família, sejam a minha mulher ou as minhas filhas", sublinhou.

Manuel Frexes estranha ainda que tenha sido contactado por um jornalista, pouco tempo depois de ter saído de Coimbra, onde foi prestar declarações ao DIAP, e questiona a quem interessa a violação do segredo de justiça, “e o meu julgamento em praça pública, sem que ainda tenha sido acusado”, deixando questões para dentro e fora de portas.

"Gostaria de sublinhar quão conveniente é esta violação e a quem ela, objectivamente aproveita. Será que é necessário desviar as atenções de outros processos e de outras situações ou será que é necessário promover o interesse de alguém que queira ser deputado", questionou.

O deputado social-democrata explicou que dada a natureza do que está em causa não se irá pronunciar mais sobre este assunto. Não respondendo também à questão se vai manter-se nos cargos políticos que exerce actualmente.


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