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Sábado, 20 Abr 2019
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POLÍTICA
MUDANÇAS SÓ DEPOIS DO VERÃO
Rádio Cova da Beira
O ministro da administração interna garante que só depois do verão é que vai ser iniciado o processo de extinção dos comandos distritais da protecção civil e a passagem para estruturas ligadas às comunidades intermunicipais.
Por Nuno Miguel em 21 de Mar de 2019

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Eduardo Cabrita esteve reunido na Guarda com os autarcas que integram a CIM das Beiras e Serra da Estrela onde afirmou que não faz sentido proceder a quaisquer alterações antes do período mais crítico de combate a incêndios florestais “sem qualquer ruptura, Guarda e Castelo Branco vão continuar a ter os seus comandos distritais, porque não iremos introduzir essas alterações em cima de uma época de incêndios. Mas as modificações que vão ser introduzidas não dizem apenas respeito aos bombeiros. Quer o ICNF, quer a AGIF quer a protecção civil vão ter o mesmo modelo. E é isso que nos permitirá ter uma coordenação envolvendo meios sabendo que a primeira resposta, em mais de 90 por cento das ocorrências que são resolvidas na primeira hora, cabe aos bombeiros locais”.   

O governante acrescenta que esse processo só vai avançar no próximo outono e vai ser desenvolvido de uma forma gradual “nós vamos dar uma coerência que hoje não existe. Desde a extinção dos governos civis que não há nenhuma coordenação operacional à escala distrital. E por isso aquilo que vamos fazer é um modelo gradual de articulação a nível regional porque não há fogos distritais. Os relatórios sobre os incêndios provaram que esse confinamento a uma dimensão distrital teve resultados desastrosos e por isso deve existir uma coordenação operacional a nível regional que permita mobilizar meios quando a dimensão da ocorrência o justifique”.  

Nesta deslocação à região, Eduardo Cabrita foi ainda confrontado com as críticas de algumas federações distritais de bombeiros, que referem que a nova lei orgânica da protecção civil vai acabar por extinguir essas organizações. O ministro da administração interna refere que é preciso separar as águas; uma coisa são os comandos operacionais e outra coisa são as federações “a organização dos bombeiros é autónoma. O que é fundamental é que a estrutura da protecção civil vai valorizar como nunca a experiência nos bombeiros. E as funções de comando regional e intermunicipal vão ter como requisito para o exercício de funções de direcção a experiência de comando de bombeiros. Isso é algo que nunca sucedeu e estamos aqui a introduzir uma valorização dessa experiência”.

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