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Quinta, 27 Jun 2019
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SOCIEDADE
CANCRO VAI TER OBSERVATÓRIO
Rádio Cova da Beira
Empresa sediada no Fundão cria o primeiro observatório do cancro em Portugal. É uma das vertentes do projecto “Screen4cancer” que está a ser desenvolvido pela Powerful Screen, no novo rumo que tomou o Centro Europeu de Terapias Complementares do Cancro, anunciado em Maio do ano passado. O director executivo, em entrevista à RCB, agradece à região que acolheu e à que se opôs ao projecto e “nos ajudou a construir uma solução melhor.”
Por Paula Brito em 20 de Mar de 2019

O Centro previa criar um campus na região, que reunisse a imunoterapia oncológica, medicina integrativa, biomedicina, e inteligência artificial. Um projecto que dependia do envolvimento de todos, mas, segundo Antero Carvalho, nem todos responderam à chamada.

“De facto a região tinha que se envolver para que este projecto fisicamente ancorasse aqui. Houve uma câmara, a do Fundão, que se envolveu profundamente, houve uma universidade, que através da faculdade de ciências da saúde, se envolveu profundamente, mas nestas coisas não basta envolverem-se metade, têm que se envolver todos.”

Questionado sobre quem é que não respondeu à chamada, Antero Carvalho diz que “houve um não envolvimento do hospital central da região” que pode ficar a dever-se à falta de uma visão regional, “se o motivo é este, eu acho um erro, uma falta de visão e uma mesquinhez regional condenável,se o problema é falta de notoriedade da tipologia do projecto que estamos a levar a cabo, então concordo, podem ser os dois. Como nós a primeira nunca vamos conseguir resolver porque eu não sei resolver guerras de quintal, resolvemos a segunda.”

A solução passou por ouvir os oncologistas que ajudaram a criar soluções que melhoraram o projecto tecnológico.

“Nós introduzimos uma coisa que resolve um problema que é enorme e que os oncologistas pedem. Primeiro, em Portugal não existe um observatório do cancro, uma conta do cancro, dados estatísticos reais, o Screen4cancer vai fazer isto, vai monitorizar que tipologias, quais é que são registadas, onde, quanto tempo demorou o tratamento. Este tipo de informação é preciosa, dizem os oncologistas que mais precioso que a própria Inteligência Artificial a analisar dados. Eles perguntam: analisar dados com a IA? Quais dados?”.

Outra das inovações introduzidas, é que o Screen4cancer vai permitir, pela primeira vez, um rastreio rápido que avalia a quantidade de células dendríticas no organismo e que, em menor ou maior quantidade, podem indiciar um problema oncológico.

“Nós estamos a falar, pela primeira vez de um rastreio, rápido, claro que não é eficaz, mas é indicador que se tem que se ir fazer um teste mais seguro, nós vamos incluir isto no screen4cancer, tal como a leitura dos sinais de pele para cancro de pele”.

Ao projecto vai ser ainda acrescentado uma tecnologia móvel designada Beira Leito.

“É um equipamento com rodinhas, que se põe ao lado de um paciente oncológico, que permite, através de medições de sangue, dar aquilo que são os parâmetros do intervalo terapêutico do paciente. Temos a capacidade de dar uma qualidade de vida enorme ao paciente permitindo que ele vá para a sua zona de residência, este equipamento vai evoluir para o ponto dele próprio dar a dosagem de medicação e vamos inclui-lo como uma ponta do Screen4cancer.”

Uma tecnologia que vai ser anunciada, em Novembro, no Web Summit. Em Maio do próximo ano será apresentada a primeira versão do produto cuja versão final deverá estar pronta no início de 2022.


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