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Segunda, 25 Mar 2019
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SOCIEDADE
COVILHÃ ADERIU À GREVE ECOLÓGICA
Rádio Cova da Beira
Cerca de meia centena de estudantes da universidade da Beira Interior marcaram hoje presença na greve climática estudantil. Estudantes de todo o mundo saíram à rua esta sexta-feira para exigirem aos governos a adopção de soluções para a crise climática do mundo.
Por Nuno Miguel em 15 de Mar de 2019
Na Covilhã a acção foi dinamizada pelo movimento académico de protecção ambiental (MAPA), tendo os participantes realizado uma marcha pedonal entre o polo principal da UBI e a praça do município. De acordo com João Domingos, um dos responsáveis pela organização da iniciativa, é preciso tomar medidas num curto espaço de tempo porque, se nada for feito na próxima década, as condições climáticas vão trazer alterações irreparáveis ao ser humano “ainda vamos a tempo de salvar o planeta; de acordo com os cientistas temos até 2030 para que os resultados das nossas acções não sejam irreversíveis. Por isso temos tempo de agir e é importante começar já. Essa acção deve ser feita tanto a nível individual como colectivo. A nível individual há várias coisas que podem ser feitas, como a redução do consumo de carne, comprar produtos locais e a nível colectivo é preciso que também todos os governos tomem medidas como, por exemplo, implementar taxas de CO2 sobre os alimentos”.   
Aluno de doutoramento em economia, Daniel Pais foi um dos elementos que também marcou presença na iniciativa e onde deixou o apelo aos cidadãos para contribuírem para a mudança de comportamentos com pequenos actos que fazem parte do dia a dia “por exemplo quando logo à noite as pessoas forem ao supermercado comprar fruta, em vez de comprarem a que é oriunda do Brasil e que para cá chegar tem de atravessar um oceano inteiro, comprem uma fruta local ou regional. Quando as pessoas comprarem roupa para os filhos, em vez de comprarem produtos da China que, para chegarem a Portugal, tem de atravessar dois continentes comprem também um produto regional. São medidas que podem parecer pequenas mas que tem um impacto muito grande para o clima”.
Uma acção a que também se associaram vários elementos dos “Guardiões da Serra da Estrela”, como é o caso de Sara Boléu. A responsável considera que “nós não vamos ter um bom futuro se não começarmos a cuidar dos recursos do planeta e os principais recursos são o ar que respiramos, a água que bebemos e o sol para produzir a nossa comida e estou até a falar numa perspectiva egoísta porque não vai haver sobrevivência humana se não sobreviver todo o ecossistema de que o humano depende. Eu juntei-me com muito orgulho a esta iniciativa dos estudantes da UBI para mostrar aos governantes que algumas das decisões que estão a ser tomadas vão empenhar o nosso futuro. E não só os governantes, há também outros actores como os empresários que todos os dias tomam decisões em que pensam mais no dinheiro do que na sustentabilidade do sistema”.   
Uma acção que decorreu em todo o mundo inspirada pela jovem sueca Greta Thunberg, que pelo seu empenho e dedicação em torno das questões da preservação ambiental já foi nomeada para o prémio nobel da paz. 

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