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Terça, 21 Mai 2019
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SOCIEDADE
CEREJA DO FUNDÃO COM CERTIFICAÇÃO DE INDICAÇÃO GEOGRÁFICA
Rádio Cova da Beira
O despacho da secretaria de estado do desenvolvimento rural e das florestas foi publicado no passado dia oito de Março e vem criar uma denominação protegida que tem como finalidade identificar e diferenciar os produtos, contribuindo dessa forma para a sua maior valorização.
Por Nuno Miguel em 15 de Mar de 2019
Em declarações à RCB Paulo Fernandes sublinha que a concretização deste projecto vai permitir assegurar uma maior protecção da marca “Cereja do Fundão”, que tem vindo a ser consolidada ao longo dos últimos anos “depois de anos e anos a valorizar a marca «cereja do Fundão» era importante que ela fosse reconhecida em termos daquilo que é a sua geografia mais protegida porque isso ajuda-nos muito a proteger a própria marca. E por isso, e já que estamos a falar de uma marca que criou tanto valor para o território, ela possa agora ser trabalhada no âmbito dos seus critérios ambientais e até ao nível da estrutura de produção, eles possam ser protegidos e não devassados por qualquer empresa ou produtor, às vezes até de fora da nossa região, que de alguma forma utiliza de forma errática uma marca como a nossa”.    
O autarca fundanense acrescenta que esta certificação de indicação geográfica pode também contribuir, de forma decisiva, para o reforço de exportação da cereja “isto fará com que no espaço europeu facilite imenso o quadro da exportação, porque passamos a ter uma certificação perfeitamente assumida e identificada no contexto europeu e isso pode ajudar imenso a que a nossa cereja possa entrar, nas condições adequadas, no quadro dos mercados de exportação”. 
Paulo Fernandes refere que uma das preocupações foi o de não cingir a marca apenas ao território do Fundão, pelo que esta certificação vai também abranger a produção das freguesias de Ferro e Peraboa, no concelho de Covilhã e de Lardosa e Louriçal do concelho de Castelo Branco “essa foi uma preocupação que tivemos; o nosso território precisa de mais marcas porque não podemos estar sempre a vender a linha branca, como se costuma dizer, porque dessa forma nunca vamos conseguir pagar o preço justo a quem produz. E nesse sentido houve várias freguesias de concelhos limítrofes como Ferro, Peraboa, Lardosa e Louriçal, que são também grandes produtoras de cereja e que também estão dentro da geografia desta denominação protegida”.   
Um processo que vai agora ter seguimento por parte da “Cerfundão” que foi a entidade que apresentou o pedido de registo e que vai ser a entidade gestora desta nova certificação de indicação geográfica. 

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