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Sábado, 06 Mar 2021
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SOCIEDADE
ANTERIOR GEST?O DA MISERIC?RDIA SOB INVESTIGA??O
Se o Minist?rio P?blico acusar a anterior gest?o da Santa Casa da Miseric?rdia do Fund?o, a actual mesa administrativa acompanhar? a acusa??o para ver a institui??o ressarcida de eventuais danos causados pela anterior gest?o.
Por Paula Brito em 29 de Mar de 2010

Jorge Gaspar, provedor da santa casa da misericórdia do Fundão, confirma a existência de um processo crime à anterior gestão da misericórdia que está em fase de investigação "há de facto um processo crime que está a decorrer à anterior gestão, mas está em segreso de justiça".

Terminada a investigação o Ministério Público decide se o caso vai a julgamento ou é arquivado "se o MP considerar que há indícios de crime, eu acho que há, acusará, e se assim for a Santa Casa da Misericórdia vai acompanhar essa acusação para ser ressarcida de eventuais danos causados à instituição".

Aguarda-se a conclusão da investigação e a decisão do ministério público: acusar e avançar para a fase de julgamento ou arquivar o processo.

Declarações de Jorge Gaspar no final da assembleia geral da Santa Casa da Misericórdia que aprovou por unanimidade o relatório e contas da instituição referente a 2009. O ano financeiro foi encerrado com um resultado positivo de 23 mil euros "o que já não acontecia há pelo menos 5 anos" refere Jorge Gaspar. Segundo o provedor da misericórdia este resultado foi fruto de uma gestão "mais rigorosa" mas que em nada prejudicou a qualidade dos serviços prestados "por exemplo uniformizámos as ementas dos lares e centros de dia e criámos uma central de compras o que nos permite obter melhores preços uma vez que compramos em grande escala".

Durante o ano 2009 foi ainda possível liquidar as dívidas a fornecedores e a dívida a médio e curto prazo à banca, ou seja, "acabámos com as contas caucionadas, nomeadamente a de cerca de 700 mil euros no Montepio e a de 250 mil na Caixa Agrícola".

Uma gestão que só foi possível devido ao empréstimo bancário contraído pela nova mesa administrativa e que está reflectido nas contas num montante de 4 milhões e 400 mil euros. Um empréstimo que "vai começar a ser amortizado este ano" apesar de se avizinhar um ano difícil uma vez que a instituição vai ver reduzida uma das suas principais fontes de receita "os acordo com a segurança social nomeadamente na valência de infância". Uma redução que pode atingir os 200 mil euros e que segundo Jorge Gaspar se fica a dever a dois factores "o primeiro é a diminuição da taxa de natalidade, temos verificado nos últimos anos uma diminuição de crianças na creche, jardim de infância e ATL, o segundo é a abertura na cidade de uma nova creche".


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