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Segunda, 25 Mar 2019
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SOCIEDADE
VIOLÊNCIA DOMÉSTICA AUMENTA NO DISTRITO
Rádio Cova da Beira
O comando territorial de Castelo Branco da GNR registou no ano passado 307 crimes de violência doméstica na zona de intervenção daquela força de segurança no distrito. Os dados foram avançados à margem de uma cerimónia comemorativa do dia internacional da mulher, sendo que os destacamentos territoriais da Covilhã e do Fundão foram as subunidades onde o número de ocorrências foi maior.
Por Nuno Miguel em 14 de Mar de 2019
No mapa de todas as freguesias do distrito, o destaque vai para a união de freguesias do Fundão, que em 2018 registou um total de 28 ocorrências, seguida da união de freguesias de Teixoso e Sarzedo, com 26. Na freguesia do Tortosendo foram registadas 19 ocorrências e em Alcains foram assinalados 13 casos de violência doméstica.
De acordo com a GNR, estes números representam uma inversão da tendência de descida, em termos do número de crimes de violência doméstica, que se vinha a registar nos últimos três anos. Márcio Lourenço, major do comando territorial de Castelo Branco, sublinha ainda que o número de participações também tem vindo a crescer. Sinal de que as populações confiam no trabalho realizado pelas forças de segurança “eu penso que a confiança existe e prova disso é o aumento do número de participações que são feitas junto das forças segurança. É óbvio que há coisas a melhorar, a lei está a ser analisada no sentido de saber se é a mais adequada para dar resposta a este flagelo. No entanto uma coisa é certa; quando as forças de segurança são chamadas a intervir é porque a prevenção primária falhou. Isto é um problema da sociedade e tem de se perceber porque é que estas coisas ocorrem porque este crime afecta todo o tipo de famílias e as forças de segurança fazem o melhor que podem, agindo sempre dentro da lei”.       
Apesar do aumento do número de crimes de violência doméstica no distrito de Castelo Branco, Márcio Lourenço destaca o trabalho em rede que é efectuado por várias instituições e que permite dar resposta às principais necessidades sentidas pelas vítimas “temos vindo a realizar acções de formação específicas para este tipo de crimes e temos também um trabalho em rede ao nível do distrito que funciona muito bem. Estão envolvidas diversas entidades e as vítimas, no que respeita à sua protecção e encaminhamento para casas de abrigo, está tudo devidamente articulado e neste tipo de crime o trabalho em rede é fundamental”.     
Só em Janeiro de 2019, o comando territorial de Castelo Branco da GNR registou um aumento de 24 casos, comparativamente a 2018. Números que, de acordo com aquela força de segurança, justificam que a violência doméstica tenha uma atenção especial ao longo de todo o ano.

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