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Terça, 21 Mai 2019
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SOCIEDADE
CADERNETA DIGITAL MADE IN FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
O Centro de atendimento que iria criar 250 postos de trabalho, no âmbito do projecto educativo que a empresa Powerfulscreen está a desenvolver no Fundão, ficou pelo caminho. Apesar das dificuldades, a que não é alheia a falta de capacidade tecnológica da região, a patente já está registada e a caderneta digital estará pronta a chegar às escolas em Setembro.
Por Paula Brito em 13 de Mar de 2019

A escolha de Paulo Azevedo para ser a imagem do produto não foi por acaso. A história de vida do actor, que nasceu sem braços e sem pernas, inspirou a empresa que, apesar das dificuldades, vai fazer chegar o produto ao mercado em Setembro, “com tudo para falhar, mas com um enorme potencial.”

Para trás ficou o centro de atendimento que iria criar, numa primeira fase, 250 postos de trabalho para professores recém licenciados ou em fim de carreira, anunciado pelo director executivo da empresa em Dezembro último. À RCB, Antero Carvalho explicou que a mudança de estratégia pretendeu mitigar riscos.

“Encontrámos na região um conjunto de riscos face àquilo que seria concentrar tanta gente num só espaço. Quando desmaterializamos este centro de atendimento cognitivo, e o virtualizamos levando-o ao sítio onde eles estão, quer seja na escola superior de educação quer seja em casa, quer seja em ambos, pegando na tecnologia que temos, permite-nos, através de um portátil, atribuir e escalar um serviço de uma forma exponencial que não conseguiríamos aqui.”

Além dos riscos, a região apresenta ainda constrangimentos ao nível da capacidade tecnológica “existem alguns constrangimentos tecnológicos nesta, e noutras regiões, do ponto de vista da ligação de bandas largas com estabilidade e largura de banda suficiente para prestar um serviço desta natureza, com a necessidade de tráfego de dado que nós temos.”

Apesar das dificuldades, o produto vai entrar em fase piloto no arranque do terceiro período lectivo, em várias escolas, entre elas o Agrupamento de Escolas do Fundão, onde foi desenvolvido com o envolvimento de professores e encarregados de educação.

“Nós neste momento podemos olhar para o processo e dizer que tornámos o projecto mais robusto, e isso beneficia a região, porque o cérebro do projecto, o design, e a estratégia, está instalado no Fundão. Nós em menos de um ano já registámos uma patente desde que estamos aqui, a patente foi toda construída no Fundão.”  

O produto, designado “Screen4edu”, vai ser apresentado no Fundão, no próximo dia 1 de Junho, e chegar às escolas de todo o país a partir do próximo ano lectivo. Trata-se de uma caderneta digital com várias funcionalidades.

“A caderneta digital serve como auto-estrada de comunicação que vai ligar as pontas, foi a primeira grande necessidade identificada pelos professores, que é a falta de comunicação entre pais e professores. Terá a correcção de testes oficiais e de trabalhos de casa, a versão de pedido de análise de proficiência quer por parte dos professores quer por parte dos pais, mas o critério será sempre medido pelo professor.”

Um produto que mais tarde pretende promover, além de educação escolar, a educação financeira. Uma vertente que acaba por ser o modelo de financiamento do produto que vai chegar gratuito às escolas.

“Nós conseguimos através do aplicativo, só com autorização dos pais, ler o perfil de consumo deles, a nível das telecomunicações, e podemos propor melhores planos de comunicação, isto permite baixar os preços de consumo das famílias. Vamos criar um market place e com isso conseguimos um poder de negociação que as famílias individualmente não têm, e é através desse market place que vamos financiar o projecto.”

O produto, “Scree4edu”, destina-se ao primeiro e segundo ciclos e tem um potencial de 700 mil utilizadores.


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