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Segunda, 25 Mar 2019
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CIMD Cabecalho
CULTURA
PROGRAMA APRESENTADO
Rádio Cova da Beira
Abre portas esta quinta-feira, a 23ª edição do ciclo de teatro universitário da Beira Interior. A iniciativa é novamente realizada em parceria pelo “Teatrubi” e pela Asta e vai apresentar na Covilhã, entre 14 e 23 de Março, sete produções apresentadas por quatro grupos espanhóis e três portugueses.
Por Nuno Miguel em 13 de Mar de 2019
Este ano, devido às obras de requalificação do teatro municipal da Covilhã, os espectáculos vão decorrer no auditório das sessões solenes da universidade da Beira Interior. Uma opção que, de acordo com o director artístico da ASTA “para nós é um motivo de orgulho uma vez que não há salas de apresentação de espectáculo na nossa cidade. Como é sabido o teatro municipal está em obras, que eram fundamentais, e por isso não podemos ali realizar o festival. E uma vez que não há outros espaços possível a universidade recebeu e acolheu esta iniciativa o que, do nosso ponto de vista, faz todo o sentido porque se trata de um ciclo de teatro universitário e sobretudo pelo que o teatro aporta para o ensino”.    
Sérgio Novo acrescenta que uma das principais novidades da edição deste ano do festival passa pelo estabelecimento de uma parceria com a disciplina de programação e organização de eventos do curso de ciências da cultura, e que vai permitir uma avaliação dos alunos em contexto real de trabalho “tendo em conta o aspecto formativo e pedagógico os alunos irão ter uma avaliação pelo trabalho que vão desenvolver mas, à parte dessa avaliação, é também uma forma de eles poderem tomar conhecimento da forma prática de como se produz um festival como este. Eles vão estar envolvidos de forma activa numa actividade com resultados práticos e não se ficarem apenas pela teoria tal como acontece muitas vezes”.   
Em 2019 o ciclo de teatro universitário da Beira Interior tem um orçamento de 19 mil e 500 euros e, de acordo com o director do certame, Rui Pires, procura apostar numa programação diversificada “vamos ter espectáculos com cariz mais contemporâneo e outros mais clássicos. O espectáculo que vem de Madrid é mais de comédia social, um outro que vem de Ourense é mais político. Temos um espectáculo que vem de Granada ligado às questões da condição da mulher desde o século XIII ao século XIX e ter várias temáticas é também a riqueza de um festival, uma vez que isso permite chegar a públicos diferentes e houve essa preocupação da nossa parte”.  
O certame vai arrancar este ano com a estreia, em Portugal, da mais recente produção do “Teatrubi”. “Cântico Negro” é um trabalho com encenação de Rui Pires e que procura transportar o espectador para a reflexão sobre alguns dos aspectos mais gerais da vida “foi um espectáculo que começou a ser trabalhado em final de Outubro e tem por base improvisações feitas por alunos da UBI. Tem cinco actores em palco e trata da vida nos seus aspectos mais gerais como as incertezas ou as dúvidas. É um espectáculo muito visual, com pouco texto, e tem uma dramaturgia de acordo com a parte física que temos”.   
Nesta edição do ciclo de teatro vão também ser assinalados os 30 anos de fundação do “Teatrubi”. Uma data que vai ser comemorada com a realização de um jantar, no dia 16 de Março, e onde é esperada a presença de cerca de uma centena de pessoas que fizeram parte do grupo ao longo da sua história. 

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