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Quarta, 22 Mai 2019
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CULTURA
“DESENVOLVIMENTO DO INTERIOR É UM PROCESSO CULTURAL”
Rádio Cova da Beira
A frase resume a missão da editora Alma Azul, que está a comemorar 20 anos de existência. Nasceu em 1999, em Coimbra, como uma ponte cultural entre o litoral e o interior, e vice-versa. Hoje tem sede em Alcains porque acredita que “o desenvolvimento do interior é um processo cultural”, disse a sua fundadora, Elsa Ligeiro, em entrevista à RCB.
Por Paula Brito em 12 de Mar de 2019

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“Apesar da sede ter sido, durante muitos anos, em Coimbra, isso não afectou nada o trabalho desenvolvido aqui no interior. A ideia principal, mais do que em redor dos livros, era ser uma ponte entre o litoral e o interior, que os projectos pudessem circular nos dois sentidos.”

Ao longo dos 20 anos de existência editou 231 livros. Mas mais do que uma editora, a Alma Azul é também uma promotora de actividades culturais, um propósito que esteve na base da sua fundação e que ainda hoje mantém. Nesse sentido, a parceria com o projecto Comuna, no Fundão, na dinamização do espaço Biblos, acabou por ser uma prenda de aniversário.

“Este ano é de instalação, já de muito trabalho, mas nos próximos anos penso que vai ser um espaço nuclear no que se refere a livros, porque é um espaço de livraria sem ser uma livraria convencional. Temos livros de referência, temos todo o catálogo da Cinemateca, assim como os da Alma Azul, e depois alguns que nós seleccionamos de ensaios, poesia, narrativa de ficção.”

Um dos novos projectos que a Alma Azul vai desenvolver no ano das comemorações do vigésimo aniversário, começa no próximo mês de Abril em Alpedrinha. A vila histórica do concelho do Fundão, vai ser o primeiro território literário deste projecto que vai chegar ainda ao Alentejo e ao Minho.

“A ideia base é promovermos residências com convidados, em que eles conheçam bem o território de Alpedrinha, que tem um manancial histórico e de paisagem absolutamente extraordinário, e depois dar os seus frutos. Vamos já em Abril realizar algumas leituras informais de textos seleccionados, e chama-se Contra o ruído do mundo – Alpedrinha.

Outro dos projectos que vai avançar este ano é o festival de língua portuguesa “A Língua Toda”, em Castelo Branco. Criado há uma década para assinalar o 10.º aniversário da Alma Azul, o festival regressa este ano, excepcionalmente às origens, isto é, será realizado em Setembro, em vez deste mês de Março, e terá as vertentes cinematográfica e literária.

“Ao longo do ano passado realizámos várias residências de escrita, com autores novos, dos quais seleccionámos alguns, que convidámos para integrarem uma antologia que vai ter o nome de Poesia da língua toda, é a antologia que vai ser nuclear neste festival. Vamos ter também um ciclo de cinema e mostrar todos os filmes de José Álvaro Morais, curiosamente um cineasta que nasceu na Covilhã e que já morreu, mas nós vamos apresentar toda a obra dele.”


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