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Quinta, 19 Set 2019
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DESPORTO
?GUIAS DO MORADAL BATE ATALAIA
O jogo do Estreito, como j? era previs?vel que acontecesse, teve muito per?odos de muito equil?brio, mas tamb?m teve outros em que a superioridade da equipa do Estreito foi por demais evidente. A equipa do ?guias venceu, com todo o merecimento, por 2-0.
Por José Joaquim Ribeiro em 28 de Mar de 2010
Na primeira parte as duas equipas arriscaram pouco nas jogadas juntos das áreas adversárias, numa cautela que se entende – estava em causa o primeiro lugar da classificação - , todavia, aquela que ainda assim ia arriscando mais era a equipa da casa. Teve uma primeira perdida, aos 13 minutos, por David, depois de uma boa incursão de Vieira pelo lado esquerdo, foi à linha, cruzou para a pequena área onde David fez o que tinha que fazer, rematar de primeira para a baliza, o que não estava nas previsões dos homens do Estreito foi a valentia de Valezim que ofereceu o corpo à bola e anulou os intentos do adversário. Houve ainda uma tentativa de remate de David, à meia volta, aos 20m, mas a bola, mansinha, foi parar às mãos do guardião da Atalaia, no minuto seguinte Gonçalo Guerra, de livre, fez a bola passar junto do poste de Valezim.

A tendência de jogo estava a ser esta, sem que os comandados de Joca esboçassem qualquer reacção, apesar de fazerem uma boa circulação de bola. Aos 27 minutos, na sequência de um passe de rotura a bola chega a David que ante Valezim tentou colocar fora do alcance do guardião da Atalaia só que este, com uma estirada fantástica e vistosa fez o que pôde, defendendo para a frente. Como a bola ficou ali à mercê, Esteves, entrou de rompante e na recarga atirou para o fundo das redes. Era o golo que o Águias já tinha feito por merecer.

Até ao intervalo apenas quatro lances de maior perigo quer junto da área do Águias quer da Atalaia. De bola parada, aos 30 minutos, Tiago Marques tocou curto para Vieira, que sobre a linha de área rematou por cima, aos 38’, Vieira dentro da área, rodeado por três defesas da Atalaia, por estar de costas para a baliza, tentou a sua sorte com um toque de calcanhar. Valezim estava atento. Bruno Correia, aos 43’, tentou o chapéu a Manuel Silva mas a bola saiu-lhe por cima e, sobre o intervalo, Hugo Brito, bateu um livre, em zona frontal, mas a bola foi para as mãos do guardião da casa.

A vantagem que se registava ao intervalo justificava-se plenamente. Na segunda parte a Atalaia entrou melhor no jogo, obrigou a equipa do Estreito a ceder dois cantos consecutivos, só que na sequência do segundo pontapé de canto a bola foi mal dominada por Carlitos proporcionando um rápido contra-ataque a David, que correu desde o seu meio campo até à área adversária, o remate aconteceu já dentro da linha dos 16,5m, mas a bola acabou nas malhas laterais da baliza de Valezim com o guardião a conseguir reduzir o espaço para o seu adversário e a contribuir para o insucesso da jogada.

A Atalaia, que apareceu muito mais esticada no terreno, a ocupar os espaços em todo o rectângulo de jogo teve um período em que esteve por cima na partida, todavia, os lances ofensivos eram inconsequentes ou mesmo nulos, por não haver quem servisse nas melhores condições os homens que serviam de referencia nas zonas mais adiantadas do terreno – Bruno Correia e Ucha - . Pareceu-nos ter faltado alguém a meio campo que assumisse o jogo e não tivesse medo de ter bola e arriscar nos passes para zonas de finalização. O perigo maior ainda assim continuava a resultar de lances de bola parada, como aconteceu aos 60 m, num livre que Hugo Brito bateu, mas com a bola a sair ligeiramente ao lado da baliza.

Com a equipa mais esticada no terreno, permitiu-se dar mais espaços ao seu adversário, que não se fez rogada e que foi aproveitando para criar situações para marcar, como aconteceu aos 71, numa jogada que Esteves não soube concluir ou mesmo desenvencilhar-se de Valezim. No canto que resultou desta jogada a bola foi disputada por Valezim e dois homens do Estreito, o esférico sobrou para Gonçalo Guerra que ao segundo poste falhou o que parecia mais fácil, rematando de forma desastrada, quando estava totalmente enquadrado com a baliza, voltou a acontecer no minuto 75, na sequência de um livre que Vieira bateu, ali bem próximo da linha de grande área e em zona frontal, para mais uma grande defesa de Valezim, o guardião que foi adiando, com grandes defesas, o segundo golo da equipa do Moradal.

Nos últimos 10 minutos da partida Joca arriscou tudo no ataque, fazendo entrar Pina para o lugar de Sérgio Garcia, antes já tinha substituído Bruno Correia por Zé Luís, um jogador mais móvel. Com esta alteração a equipa passou a jogar mais dentro do meio campo do adversário, mas, nesta tentativa de obter um resultado positivo sabia que corria o risco de vir a sofrer o segundo golo. António Belo, perante esta ameaça, fez o que lhe competia, ou seja, resguardou a vantagem que tinha no marcador, fazendo entrar Prata para reforçar a zona central da sua defensiva e passou a jogar em transições rápidas. Com esta alteração, António Belo não permitiu que a Atalaia criasse uma única situação de golo eminente e foi a sua equipa quem acabou por chegar ao segundo tento. Já passava um minuto dos 90, numa jogada que começou numa falta de Zé Luís sobre um jogador do Moradal, a bola sobra para Gonçalo Guerra, Paulo Abrantes, o árbitro do encontro, mandou jogar, visto a bola ter ficado na posse dos homens do Estreito, Gonçalo tinha o caminho aberto para bater Valezim mas preferiu assistir Vieira que sobre o lado direito, já dentro da área, rematou para o fundo das redes, fazendo o golo que a equipa muito tinha feito por merecer

Resultado justo, num jogo que teve alguns bons momentos, mas que teve durante os noventa minutos muita emoção, quer dentro quer fora das quatro linhas.

Arbitragem condizente com o trabalho das duas equipas.




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