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Segunda, 17 Dez 2018
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DESPORTO
ALCAINS 2 – ESTREITO 1
Bruno Vieira decide O empate até se ajustava melhor ao que se passou em campo, mas o cada vez mais decisivo Vieira não esteve pelos ajustes e marcou os dois golos da vitória canarinha, ambos de livre.
Por João Perquilhas em 10 de Feb de 2008

Entrando mais forte na partida, a equipa de Nuno Fonseca cedo deu mostras de pretender comandar as operações. Fruto dessa postura, a defensiva forasteira acabou por passar por algumas dificuldades, tais como logo ao segundo minuto, quando após canto Horácio cabeceou às malhas laterais e, oito minutos depois, seria Tabarra, em zona frontal, a rematar ligeiramente ao lado. Aos poucos, o Estreito sacudiu a pressão, começando também a acercar-se da baliza contrária e num desses lances só um erro arbitral, que assinalou deslocação inexistente a Valadas evitou males maiores à defensiva canarinha.

Aos 24 minutos, Rato, de livre directo, rematou ao lado da baliza de Manuel Silva e o equilíbrio aqui era já por demais evidente. Seria, contudo, nesta altura que o Alcains marcava o seu primeiro golo. Decorria o minuto 27 quando Vieira, num livre indirecto e bem estudado, com classe, inaugurou o marcador.

O tento sofrido não intimidou a equipa do Pinhal. Pelo contrário, espevitou-a e o que restava da primeira parte foi jogado de forma intensa. Correndo atrás do prejuízo, a equipa de António Belo conseguiu ganhar supremacia sobre os donos do terreno e depois de um canto o empate era de novo restabelecido. Valadas apontou o pontapé de canto, ao qual Manuel Silva correspondeu com uma defesa com os punhos, para uma zona congestionada, onde Aíldo acabou por ser feliz, e introduzir a bola na baliza contrária. Praticamente na resposta, Manoel isolou-se, mas não conseguiu ludibriar Rui Pedro, pelo que até ao intervalo a igualdade não seria desfeita.

Se na primeira metade o Alcains até teve maior domínio de jogo, para o período complementar a situação inverteu-se. O Estreito cortava bem as linhas de passe, evitando situações de perigo para a sua área e acercava-se assiduamente das redes contrárias, que passaram então por verdadeiras situações de intranquilidade. Só que Rui Reis, Valadas e Edmilson não conseguiram materializar em golos o seu ascendente na partida e quando se pensava que o resultado já não sofreria qualquer alteração, o Alcains viria a resolver a contenda a seu favor, já em pleno período de compensação. De facto, um contra-ataque travado irregularmente por Hélder Mário, a mais de 25 metros da sua baliza, estaria na origem do segundo golo alcainense, novamente marcado por Vieira, desta vez de forma directa. Que grande golo!

A estrelinha de campeão esteve presente. Num jogo de grande responsabilidade, Márcio Lopes acabou por não interferir no resultado final. Mas, em alguns aspectos disciplinares, vacilou demasiado.


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