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Quarta, 22 Mai 2019
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CULTURA
“UMA VISITA, UM VESTÍGIO ARQUEOLÓGICO” NO MUSEU
Rádio Cova da Beira
O Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior (UBI) promove a segunda de três visitas mediadas à Real Fábrica de Panos, este domingo, a partir das 14:30h.
Por Paulo Pinheiro em 03 de Mar de 2019

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São visitas informais, conduzidas pela arqueóloga, natural da Covilhã, Beatriz Correia Barata, com participação livre e gratuita. Basta aparecer na recepção do Núcleo da Real Fábrica de Panos às 14h30. Hoje em destaque está o tanque de água e no dia 7 de Abril os corredores das fornalhas.

 

De acordo com a organização, o objectivo é dar a conhecer as evidências arqueológicas do Núcleo da Real Fábrica de Panos do Museu de Lanifícios da Universidade da Beira Interior (UBI), que revelam a história deste espaço emblemático da cidade da Covilhã e a sua ligação pioneira ao desenvolvimento da Arqueologia Industrial em Portugal.

 

Breve História

 

 

A área das tinturarias da antiga Fábrica Real fundada em 1764 pelo Marquês de Pombal, Sebastião José de Carvalho e Melo (1699-1782), que também serviu, a partir de 1888, de quartel do Regimento de Infantaria 21 e do Batalhão de Caçadores 2, foi posta a descoberto em 1975 durante as obras de reabilitação do edifício pombalino para albergar o Instituto Politécnico da Covilhã, criado em 1973.

 

Foi no espaço constituído por três oficinas de tinturaria e um eixo com dois corredores das fornalhas que o Museu de Lanifícios da UBI nasceu, após várias intervenções de recuperação e restauro das estruturas arquitectónicas e arqueológicas descobertas e classificadas como Imóvel de Interesse Público em 1982, promovidas pelo Instituto Universitário da Beira Interior (1979-1986) e pela Universidade da Beira Interior (a partir de 1986), com a coordenação da Associação Portuguesa de Arqueologia Industrial. Esta iniciativa foi, desde o início, considerada uma acção pioneira e uma das mais relevantes na história da Arqueologia Industrial em Portugal.

 

 

Nota Biográfica

A arqueóloga Beatriz Correia Barata é natural da Covilhã. Licenciada e Mestre em Arqueologia, em 2012 e 2018, pela Universidade Nova de Lisboa. Tem experiência em trabalho arqueológico e assistência em museu, nomeadamente no apoio e atendimento ao público, visitas guiadas, montagem de exposições, organização de eventos e concepção de actividades educativas


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