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Quarta, 11 Dez 2019
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POLÍTICA
PS AVALIA ESTADO DA SAÚDE NO CONCELHO DO FUNDÃO
Rádio Cova da Beira
Não há qualquer tentativa de esvaziamento de serviços no hospital do Fundão. Foi pelo menos a garantia deixada pelo conselho de administração do centro hospitalar e universitário da Cova da Beira à concelhia do Partido Socialista no final de uma reunião solicitada por aquela estrutura partidária com o intuito de abordar a temática da saúde no concelho.
Por Nuno Miguel em 26 de Feb de 2019
Joana Bento, vereadora do PS na câmara do Fundão, refere que os socialistas pretendem conhecer qual o papel do hospital do Fundão dentro da política desenhada no contexto do centro hospitalar, tendo recebido a garantia de que não existe nenhuma perspectiva de esvaziamento mas sim de dotação de novas valências para aquela unidade de saúde “aquilo que nos foi respondido é que não é verdade que haja um esvaziamento de serviços e que a política para o hospital do Fundão passa pela diferenciação dos serviços e foram apontados alguns exemplos como as unidades de infecciologia, de medicina paliativa e de estomatologia que, nos foi referido, que é única na região. Também nos foi referido que o reforço dessa diferenciação vai passar pela criação da valência de medicina nuclear e também as consultas de pediatria serão uma aposta a desenvolver no hospital do Fundão”.   
Já em relação à transferência da consulta aberta para as instalações do centro de saúde, Joana Bento refere que a ideia transmitida é de que “o seu regresso ao edifício do hospital do Fundão é um cenário desejável. Ao que o conselho de administração sabe é que ela foi deslocalizada devido às obras de instalação da medicina nuclear e cujo dono da obra é o município do Fundão. Foi-nos ainda mencionado que a data prevista para a conclusão das obras seria o dia 31 de Dezembro deste ano pelo que já entraremos em 2020 com essa prenda no sapatinho”.  
Os dirigentes do PS estiveram também reunidos com a direcção do agrupamento de centros de saúde da Cova da Beira, a propósito da mudança de instalações da consulta aberta, tendo o director executivo do ACES referido que essa transferência “em nada afectou a qualidade da consulta aberta de acordo com os seus dados estatísticos e mencionou a melhoria no acesso e o agrado dos utentes com esta mudança. Foi-nos ainda reforçado que o acesso aos meios complementares de diagnóstico nunca foi colocado em causa, não há nenhum médico que esteja impedido de recorrer a eles mas também nos disse que na sua opinião, que aqui é divergente com o conselho de administração do centro hospitalar, que a consulta aberta deve permanecer no centro de saúde”.    
Mas ainda no âmbito do reforço das valências para o hospital do Fundão, Conceição Martins aponta como determinante o reforço do número de camas da unidade de cuidados continuados “precisamos cada vez mais deste tipo de camas no sentido de garantir qualidade e continuidade na prestação de cuidados aos cidadãos que já não podem estar no hospital de agudos mas que continuam a precisar de cuidados de saúde, sejam eles médicos, de enfermagem, de reabilitação ou de manutenção. E o hospital do Fundão tem todas essas características para o poder fazer bem, dando resposta às necessidades que o nosso concelho tem mas que também pode responder às necessidades de concelhos limítrofes".  
E tal como o Fundão foi há anos pioneiro na criação de uma unidade da dor, a dirigente do PS voltou a recordar a ideia de poder ser criada um serviço de apoio à reabilitação de doentes com traumatismos craneoencefálicos “são doentes cuja reabilitação é muito demorada. É uma ideia que temos há muito tempo e que já discutimos em vários sítios e vamos continuar a falar do assunto porque essa unidade é dirigida para um grupo de cidadãos que precisa destes cuidados e que, a nível do país, são doentes que estão em unidades de agudos e que depois vão para unidades de convalescença ou para a família”.  
Já no que respeita à rede de cuidados primários, Conceição Martins refere que esta é uma matéria que deve ser alvo de uma discussão profunda, até tendo em conta as novas competências que o governo pretende transferir para as autarquias neste domínio. Mas desde já o PS defende um novo modelo de organização para as extensões de saúde que passariam a estar concentradas em três grandes pólos “seria o pólo do Fundão para toda a zona onde existe um maior número de habitantes. Depois teríamos um pólo em Silvares e um terceiro do outro lado da Gardunha, ainda a pensar onde ficaria localizado, e onde fossem constituídas equipas que garantissem aos cidadãos todos os cuidados que necessitam. Obviamente que esta proposta teria de funcionar em simultâneo entre esta ideia e o que temos hoje até para as populações não pensarem que vão perder o médico ou o enfermeiro da aldeia. Teria de funcionar em simultâneo durante algum tempo para as pessoas apreenderem que o que se lhes está a oferecer é mais do que aquilo que hoje têm”. 

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