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Sexta, 23 Ago 2019
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POLÍTICA
JORGE GOMES APRESENTA MAPAS DE CONTRATAÇÕES
Rádio Cova da Beira
O vereador com o pelouro dos recursos humanos na câmara da Covilhã garante que todo o processo de contratação de funcionários bem como a integração de trabalhadores precários nos quadros da autarquia foi feito de forma clara e transparente.
Por Nuno Miguel em 26 de Feb de 2019
Recorde-se que Adolfo Mesquita Nunes já por várias vezes solicitou a entrega da listagem de todos os trabalhadores contratados desde Julho de 2017. Na última reunião pública do executivo, Jorge Gomes apresentou os dados referentes a todas as contratações efectuadas desde que Vítor Pereira tomou posse como presidente da autarquia em Outubro de 2013 “desde a tomada de posse do actual presidente da câmara saíram 37 funcionários, em 2019 temos prevista a saída de seis funcionários e foram integrados 44 trabalhadores precários. O que quer dizer que entre saídas e entradas temos um saldo positivo de uma pessoa. Integramos ainda os 31 precários das escolas e temos aqui como acréscimo três pessoas em regime de mobilidade entre entidades e quatro pessoas em cedência por interesse público. Há ainda três trabalhadoras que regressaram à autarquia e que estavam na «ADC». Fazendo a contabilidade geral, verificamos que o incremento de funcionários é mínimo”.  
Jorge Gomes não perdeu ainda a oportunidade para apresentar também os dados referentes a contratações efectuadas por todas as empresas municipais “nas águas da Covilhã tivemos a admissão de 26 trabalhadores e a saída de 20 pessoas. Já na Icovi desde o dia um de Julho de 2017 foram admitidos oito funcionários e que estão todos identificados na documentação que foi enviada. No Parkurbis temos uma redução de três trabalhadores, um deles ingressou na câmara por interesse público, e essa empresa têm actualmente apenas dois recursos humanos no seu quadro. Fazendo uma avaliação rigorosa podemos constatar que não existe um incremento muito elevado de funcionários e em alguns casos ainda temos necessidade de admitir mais pessoas para desempenharem funções específicas no município”.   
A apresentação destes dados levou o vereador do movimento “De Novo Covilhã” a questionar se estavam também contempladas as contratações em regime de outsoursing e de prestação de serviços. A resposta foi dada por José Miguel Oliveira, vereador com o pelouro da administração geral e finanças “com a oportunidade que nos foi dada por parte do governo de integrar os trabalhadores precários e também com o protocolo que foi aprovado por esta câmara e que permite a mobilidade de trabalhadores entre as empresas municipais podemos afirmar que essa prática de contratação de trabalhadores em outsoursing é inexistente. Não posso garantir que pontualmente, por um acréscimo de trabalho, ela não possa vir a existir. E por isso mais uma vez se nota que as preocupações e as suspeitas que são lançadas em cima dos procedimentos desta câmara e das empresas não têm qualquer fundamento”.  
Explicações que acabaram por não convencer Paulo Rosa, nomeadamente no que diz respeito às contratações em regime de prestação de serviços “quando eu lhe perguntei se há outsoursings ou prestadores de serviços não estou a dizer que não possa haver. Estou é a perguntar se há. Só tem que me responder se sim ou se não. Apenas estou a fazer uma pergunta para ser esclarecido”. 
Na resposta, José Miguel Oliveira acabou por admitir que “existem prestações de serviços na câmara e nas empresas municipais. Por exemplo a «ADC» tem uma prestação de serviços para análises e contrata laboratórios porque não temos equipamentos para fazer esse serviço e por isso estamos a contratar empresas. Agora se a sua questão é saber se nós através de prestações de serviços estamos a contratar pessoas para trabalhar nas nossas empresas eu posso dizer-lhe que não”  
Uma vez que Adolfo Mesquita Nunes foi substituído nesta reunião, o eleito do CDS/PP solicitou que toda a documentação seja enviada ao vereador em funções. Situação que acabou por causar uma nova troca de argumentos entre José Luís Adriano e Vítor Pereira. O presidente da câmara da Covilhã afirmou que “toda essa documentação já foi enviada com o nome das pessoas, o que fazem, e ao abrigo de que leis foram admitidas”. O vereador do CDS sublinha que “esse procedimento é correcto a nível de quem faz quer ao nível de quem gosta de saber como se faz”. Mas para Vítor Pereira “nós sabemos que a pergunta não era genuína para se obter informação no sentido de se estar informado mas sim porque havia a tal suspeição de que há uma montanha de gente a trabalhar com o cartão e da família. Lamento decepcioná-los, sei que não era disto que estavam à espera mas é a vida. Estavam à espera de uma montanha e tem ai um ratinho que é o ratinho da verdade”.

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