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Segunda, 09 Dez 2019
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POLÍTICA
ESTALOU O VERNIZ EM PENAMACOR
Rádio Cova da Beira
Entrevista do presidente da câmara de Penamacor à RCB fez estalar o verniz na última reunião pública do executivo entre António Beites e Domingos Torrão. O vereador da oposição não gostou, entre outras, de ouvir o autarca falar da pesada herança. Domingos Torrão considera que ao fim de cinco anos é tempo de deixar de invocar o passado.
Por Paula Brito em 24 de Feb de 2019

“O Sr. presidente não se pode esquecer dos elogios que fazia ao executivo anterior, onde até foi buscar elementos para a sua equipa, se a herança fosse tão pesada como diz, não era com um milhão e 100 mil euros de empréstimo financeiro que ao fim de dois ou três anos tinha a casa completamente equilibrada.”

Para o presidente da câmara de Penamacor chegou a hora de dizer “basta”, António Beites disponibilizou-se para, à mesma mesa, analisarem a situação financeira do município em 2013, quando Domingos Torrão deixou a presidência da câmara, e acabar com esta estratégia da oposição “de que tudo não passa de má vontade do actual executivo. Já chega, há um limite para tudo. Quando nós chegámos à câmara municipal em 2013, queria fazer requisições e não era possível, não havia fundos disponíveis sequer.”

Foi o dossier D. Bárbara Tavares da Silva que aqueceu ainda mais os ânimos. O vereador do movimento Penamacor no Coração acusou o presidente do município de falta de valores na condução deste assunto. “Não andamos permanentemente a dizer uma coisa com as pessoas e à frente dos microfones dizemos outra, isto são valores dos quais eu não posso comungar.”

António Beites devolveu a acusação a Domingos Torrão.

“Quanto ao lar D. Bárbara, se alguém teve falta de princípios foi o senhor vereador, porque imediatamente a seguir ao acto eleitoral despediu duas funcionárias, uma delas, por acaso, é minha actual vereadora. Não venha dizer que estamos aqui todos de boa fé, com toda a transparência, e vocês é que são os maus da fita.”

Falta de transparência, devido a ausência de resposta aos requerimentos que lhe apresentou, e discriminação nas contratações, foram outras das acusações de Domingos Torrão.

“Não posso conceber que, em relação a algumas prestações de serviços que foram feitas, independentemente do Curriculum, há pessoas a ganharem mais do que os técnicos superiores da autarquia. Isto causa um mau estar nos recursos humanos e eu, como conhecedor do meio e da forma como as coisas devem ser feitas, noto que há aqui alguma discriminação.”

Uma experiência que o autarca não tem utilizado este mandato, na avaliação de António Beites à prestação de Domingos Torrão enquanto vereador da oposição.

“Para quem não conhecer o cenário do passado do município, ninguém iria associar que senhor foi 20 anos autarca neste município, porque as suas intervenções, em termos de proactividade, têm deixado muito a desejar.”


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