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Sexta, 23 Ago 2019
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POLÍTICA
ESTRATÉGIA DEFINIDA ATÉ FINAL DE ABRIL
Rádio Cova da Beira
O secretário de estado para a valorização do interior espera que em Abril possa estar concluída a estratégia de desenvolvimento comum para os territórios do interior de Portugal e Espanha. A afirmação feita por João Paulo Catarino no final da reunião do grupo de trabalho constituído pelos governos de Portugal e Espanha, e que resultou da última cimeira ibérica que decorreu em Valladolid.
Por Nuno Miguel em 20 de Feb de 2019
De acordo com João Paulo Catarino o grande objectivo passa por definir uma estratégia ibérica conjunta para os dois lados da fronteira, com medidas específicas para implementar ao longo da próxima década “queremos ter essa estratégia definida até Abril e, com base nela, ter um plano de trabalho e desenvolvimento territorial para uma década e que seja no fundo quase uma bíblia do desenvolvimento destes territórios para os próximos dez anos. É isso que estamos a fazer em conjunto. É certo que existe um conjunto de pequenas obras que gostaríamos de começar a fazer antes da entrada em vigor do próximo quadro comunitário mas tratando-se de uma estratégia para dez anos o grande instrumento financeiro para a sua implementação será o quadro financeiro «20 30»”.     
O governante acrescenta que Portugal e Espanha têm problemas idênticos dos dois lados da fronteira. Há no entanto também instrumentos, no âmbito da União Europeia, para desenvolver regiões escassamente povoadas e que devem ser aproveitados “nós temos problemas idênticos nos dois lados da fronteira, estamos no contexto europeu e temos óptimos instrumentos para desenvolver as regiões escassamente povoadas e também com dificuldades ao nível do envelhecimento. Nesse sentido foi constituído este grupo para podermos falar a uma só voz e construir uma estratégia e arranjar os instrumentos financeiros para a implementar. O governo português já definiu, no plano nacional de infraestruturas, o IC 31 como uma via rodoviária a implementar. Temos cerca de 200 milhões de euros alocados às ligações fronteiriças e por isso precisamos de construir isso em conjunto com Espanha e é isso que estamos a fazer”.     
Do lado português o grupo de trabalho é liderado por Anselmo Castro, vice reitor da universidade de Aveiro, e que tem assente a sua acção no combate à saída de jovens dos territórios do interior. Uma tendência que se verifica há várias décadas e que é necessário inverter o mais rapidamente possível “para conseguir esse objectivo temos de olhar para várias coisas ao mesmo tempo. Em primeiro lugar temos de distinguir as cidades do resto do território e as cidades têm-se aguentado porque existem instituições de ensino superior. Estas instituições no interior são fundamentais para não ter havido um esvaziamento completo e por isso é preciso manter uma política de apoio a um ensino superior de qualidade no interior do país. Depois disso, nos outros sítios, tem que se quebrar um ciclo vicioso de que não há pessoas porque não há emprego e depois não há emprego porque não há pessoas para trabalhar. Não se resolve este problema atacando só um dos lados. É necessário resolver as duas coisas ao mesmo tempo; atrair pessoas e empresas”.

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