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Terça, 10 Dez 2019
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POLÍTICA
QUOTAS AINDA SÃO UM MAL NECESSÁRIO
Rádio Cova da Beira
Há ainda um longo caminho a percorrer no sentido de reforçar o envolvimento das mulheres na vida política. Esta é uma das principais conclusões de um debate promovido sobre o tema pelo núcleo da Covilhã das mulheres social democratas e que decorreu na biblioteca municipal daquela cidade.
Por Nuno Miguel em 20 de Feb de 2019
Vanda Ferreira, vice coordenadora distrital do conselho estratégico nacional do PSD nas áreas da economia, trabalho e inovação, sublinha que, na maioria dos casos, a falta de envolvimento das mulheres na política se fica a dever ao facto de não serem incentivadas nesse sentido “para tudo na vida é preciso haver motivação e as mulheres precisam de ser motivadas para se envolverem mais na vida política. E se forem motivadas vai surgir essa necessidade de existir um maior envolvimento. É evidente que alguma coisa tem de ser feita, e isso deve ser um trabalho iniciado junto das faixas etárias mais jovens e motivá-las a ter uma cidadania activa o mais cedo possível. E isso vai acabar por fomentar essa intervenção junto daquelas que mostrarem mais apetência para estas actividades”.   
A dirigente social democrata sublinha que, em pleno século XXI, já não deveria haver necessidade de existir uma lei das quotas para a integração de mulheres em listas mas essa medida é ainda um mal necessário “tendo em conta a realidade, sabemos que existem áreas onde ainda existe muito trabalho a fazer e esta é uma delas. Tem que existir quotas enquanto as coisas não surgirem naturalmente. Por isso, paralelamente às quotas, temos de fazer este trabalho de motivação e preparação das jovens para que no futuro as quotas possam ser retiradas e a democracia funcione”. 
Uma ideia também partilhada pela antiga presidente da junta de freguesia do Paúl. Leonor Cipriano deixou o seu testemunho pessoal sobre o envolvimento das mulheres na política que, no fundo, pretende contribuir para a melhoria de vida de toda a comunidade “infelizmente as quotas são ainda uma necessidade porque se assim não fosse as poucas mulheres que estão na vida política activa também não estariam lá. Eu sou uma defensora de que as mulheres devem fazer parte activa dos problemas do dia a dia porque a política é isso. Temos de estar com as pessoas, ajudar a resolver os seus problemas e nós, mulheres, temos também a obrigação de não ficar em casa, no nosso conforto, e sim fazer par com os homens na resolução dos problemas do nosso dia a dia e foi sempre isso que eu procurei fazer enquanto autarca”.  
Esta foi a primeira iniciativa realizada pelo recém criado núcleo da Covilhã das mulheres social democratas. Em declarações à RCB a sua coordenadora, Aida Fazendeiro, já traçou os primeiros objectivos a concretizar “estamos agora a dar os primeiros passos para que este novo núcleo possa criar raízes. Temos vindo a estabelecer um conjunto de contactos com várias militantes para trabalharem connosco. Em breve vamos também elaborar o nosso plano de actividades mas posso já anunciar que vai decorrer na Covilhã, entre oito e dez de Março, a academia de formação nacional das mulheres social democratas, que é uma actividade realizada em parceria com o instituto Sá Carneiro e a pouco e pouco vamos percorrer o nosso caminho”. 

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