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CULTURA
FERNANDO LOPES GRAÇA HOMENAGEADO NA COVILHÃ
Rádio Cova da Beira
A Câmara Municipal da Covilhã realiza um conjunto de actividades para homenagear o maestro Fernando Lopes-Graça, nos próximos dias 23 e 24 de Fevereiro. A curadoria desta homenagem estará a cargo de José Luiz Adriano.
Por Paulo Pinheiro em 18 de Feb de 2019

No sábado, dia 23 de Fevereiro, às 21h00, o Salão Nobre da Câmara Municipal da Covilhã acolhe um momento musical em que as principais criações de Lopes-Graça são interpretadas por Alexandre Weffort, na flauta; João Paulo Cunha, no piano e o Orfeão da Covilhã, sob a batuta do Maestro Paulo Serra.

 

No domingo, dia 24 de Fevereiro, a homenagem prossegue na Casa da Cultura José Marmelo e Silva, no Paul, às 15h00, com a palestra “A Recolha de Canções Tradicionais do Paul por Fernando Lopes-Graça: 70 Anos Depois”, pelo orador Alexandre Weffort. A ocasião vai ser abrilhantada por momentos musicais a cargo das Adufeiras da Casa do Povo do Paul e das Adufeiras do Grupo de Danças e Cantares do Paul.

 

 

Sobre o homenageado: 

 

O Maestro Fernando Lopes-Graça foi um compositor e ensaísta musical português, que nasceu a 17 de Dezembro de 1906, em Tomar, e faleceu a 27 de Novembro de 1994, em Cascais.

Estudou em Lisboa no Conservatório Nacional. Durante a sua juventude colaborou com as personalidades literárias mais influentes da época, na revista Presença. Após este período, partiu para Paris, onde fez, na Sorbonne, estudos de Musicologia.

Lopes-Graça exerceu intensa actividade como compositor, crítico, pianista, publicista e conferencista. Foi autor de numerosas obras para orquestra e para piano, e ainda de bailados, música coral, ciclos de canções, etc. De orientação nacionalista, procurou aliar a grande tradição da música clássica e orquestral aos elementos rítmicos e melódicos do folclore português, a que aliás dedicou valiosos estudos.

Criou, em 1951, a revista Gazeta Musical. Foi várias vezes galardoado com o Prémio de Composição do Círculo de Cultura Musical.

O fim do Estado Novo traduziu-se no reconhecimento oficial da importância de Lopes-Graça para a cultura portuguesa através de diversas homenagens, da divulgação da sua obra reeditada ao longo das décadas de 70 e de 80 do século passado, com a edição de vários dos seus livros e a gravação em disco de um considerável número de obras da sua autoria.

Os anos transcorridos desde 1974 até ao seu falecimento foram para Lopes-Graça criativamente muito férteis. São prova disso as duas sonatas para piano e um quarteto, o impressionante “Requiem para as vítimas do fascismo em Portugal” (1979) e as “Sete predicações de “Os Lusíadas” (1980), o bailado “Dançares”, uma sinfonia para orquestra de formação clássica, numerosas canções, composições instrumentais mais breves e peças de circunstância.


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