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Sexta, 23 Ago 2019
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POLÍTICA
TERMAS DE ÁGUAS EM 2021
Rádio Cova da Beira
Em Penamacor, 2021 é a nova data prevista para a conclusão da requalificação e ampliação das termas da Fonte Santa, em Águas. António Beites admite constrangimentos e atrasos no processo, mas segundo o autarca estão neste momento reunidas todas as condições para desta, ser de vez.
Por Paula Brito em 13 de Feb de 2019

Sete anos depois da cedência da exploração das termas da Fonte Santa à câmara de Penamacor e quatro, desde que lhe foram atribuídas propriedades terapêuticas, ainda não avançaram as obras de requalificação e ampliação das termas de Águas. Questionado sobre os atrasos no processo, o presidente da câmara de Penamacor admite constrangimentos na realização do projecto.

“Nestas questões não se podem cometer erros de execução porque estamos a falar de questões de saúde pública, e a partir do momento que começamos a analisar isto com pessoas ao mais alto nível do termalismo em Portugal, verificámos que a intenção que estávamos a propor não seria a mais correcta, o que nos vai levar a uma reestruturação completa do projecto que tínhamos para o espaço, mas vale mais reparar antes de acontecerem as obras do que depois não as podermos corrigir.”

Uma das alterações ao projecto tem como objectivo aumentar o público-alvo das Termas de Águas devido às suas propriedades terapêuticas do foro respiratório.

“A população que nós temos hoje é essencialmente idosa, mas queremos alargar este público-alvo e ter pacotes familiares porque aquela água pode ser uma mais valia no tratamento de problemas que hoje atingem muito as crianças. O que está em cima da mesa é isto, em termos clínicos, estamos a tentar que estas questões sejam possíveis e possamos ter estas valências”.

O projecto está em remodelação, a candidatura ao Interreg já está aprovada, no valor de cerca de 200 mil euros, e as obras que vão duplicar a capacidade das termas, que terão que estar prontas em 2021 “esse é o prazo previsível para termos uma estância termal com capacidade para ter entre 70 a 80 utentes por dia.” Além de duplicar a capacidade com o alargamento, as obras prevêem ainda a requalificação do actual balneário e a construção de alojamento local.

Mas o facto da câmara de Penamacor deter a concessão, a União de freguesias a propriedade do edifício e terrenos circundantes, e a cooperativa ÁguasCoop o usufruto, não é um constrangimento ao projecto? O autarca responde que “o título da exploração se sobrepõe a qualquer situação” e que município e União de freguesias têm o mesmo objectivo. Foi por esse motivo que o autarca nunca avançou com a expropriação do edifício e terrenos por utilidade pública, como chegou a anunciar publicamente.

“Nós não avançámos com nenhum processo de expropriação porque lutamos com a freguesia pelo mesmo interesse, enquanto antes, às vezes, os interesses divergiam.” Conclui António Beites, presidente da câmara de Penamacor, em entrevista ao programa “Flagrante Directo” da RCB.


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