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Quarta, 18 Set 2019
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
ESTREITO ? 1 PEDR?G?O ? 0
Num jogo entre equipas muito iguais, levou a melhor o conjunto da casa que arcou com as despesas do jogo na maior parte da sua dura??o. O Pedr?g?o com algumas baixas na frente de ataque jogou no contra-golpe, que raramente causou mossa na estrutura defensiva local.
Por Jo√£o Perquilhas em 21 de Mar de 2010

Com um inicio de jogo muito bom, os pupilos de António Belo pressionavam alto e mantinham a defensiva forasteira debaixo de intensa pressão, o que equivale a dizer que a bola rondava constantemente a baliza à guarda de Tiago.

Gil ao 2º minuto quase festejava com uma cabeçada a ser providencialmente anulada por um defensor forasteiro, mas Carinho não demorou na resposta. Beneficiando de um livre à entrada da área o influente jogador do Pedrógão obrigou Manuel Silva a defesa complicada, mas este lance de ataque não teve depois sequência na mobilidade ofensiva da turma visitante.

O Estreito era mais equipa, conseguia jogar em progressão com boa ligação entre os seus sectores, e com isso ganhava claramente ascendente na partida.

Gonçalo Guerra e Vieira eram setas apontadas às redes de Tiago nas bolas paradas, e nesse tipo de lances os da casa são sem dúvida, muito fortes. Contudo, nem um nem outro conseguiram dar a melhor direcção ao esférico, que ou acabava nas mãos do guardião Tiago, ou saía por cima. Zé Tó aos 27`teve o golo ao seu alcance após livre estudado, mas mais uma vez a defensiva forasteira foi eficaz e anulou a intenção caseira.

Depois dos 35`o Pedrógão equilibrou primeiro para depois controlar, e nos últimos 5 da primeira metade esteve à beira de marcar. Toni na direita efectuou um excelente cruzamento para David á boca da baliza cabecear tão mal, que a bola saiu na direcção da lateral contrária! Foi a maior perdida de toda a primeira parte e o empate era o resultado no final dos primeiros 45 minutos.

A segunda metade não teve a mesma intensidade. A chuva que encharcou grande parte do pelado era um obstáculo à boa circulação de bola, as tabelinhas não surtiam efeito e o futebol aéreo e de muita luta a meio campo fizeram com que o jogo fosse menos agradável de seguir. Os lances de bola parada eram arma a explorar e foi assim que o golo da vitória do Estreito surgiu ao minuto 62.

Livre da direita apontado para a área forasteira, e Gonçalo Guerra ao segundo poste apareceu a fuzilar o desamparado Tiago, que nada pôde fazer para deter a marcha do esférico.

Este tento galvanizou os donos do terreno que poderiam ter festejado novamente 5 minutos depois, só que, o guardião forasteiro não esteve pelos ajustes, e com grande defesa evitou que o remate forte e colocado de Esteves resultasse no golo da tranquilidade local.

A reacção dos pupilos de Alexandre Gaspar ainda se fez sentir, mas foi ténue e com pouca profundidade, nunca incomodando seriamente Manuel Silva.

O Estreito soube gerir bem o que restava jogar, conquistando justamente os três pontos em disputa, perante um adversário que a nível ofensivo mostrou, neste jogo, pouca acutilância.

A arbitragem de João Brás e seus pares não interferiu no resultado. Os locais reclamaram duas grandes penalidades que o árbitro não atendeu, e quanto a nós decidiu bem nesses lances. Teve algumas apreciações que nos pareceram erradas no ajuizamento de faltas a meio campo, mas não foi por aí, longe disso, que uma equipa ganhou e a outra perdeu. Nota bastante positiva portanto, num jogo onde a correcção reinou, apesar da intensa luta pela posse de bola.


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