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Quinta, 27 Fev 2020
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CIMD Cabecalho
DESPORTO
ESTREITO ? 1 PEDR?G?O ? 0
Num jogo entre equipas muito iguais, levou a melhor o conjunto da casa que arcou com as despesas do jogo na maior parte da sua dura??o. O Pedr?g?o com algumas baixas na frente de ataque jogou no contra-golpe, que raramente causou mossa na estrutura defensiva local.
Por João Perquilhas em 21 de Mar de 2010

Com um inicio de jogo muito bom, os pupilos de António Belo pressionavam alto e mantinham a defensiva forasteira debaixo de intensa pressão, o que equivale a dizer que a bola rondava constantemente a baliza à guarda de Tiago.

Gil ao 2º minuto quase festejava com uma cabeçada a ser providencialmente anulada por um defensor forasteiro, mas Carinho não demorou na resposta. Beneficiando de um livre à entrada da área o influente jogador do Pedrógão obrigou Manuel Silva a defesa complicada, mas este lance de ataque não teve depois sequência na mobilidade ofensiva da turma visitante.

O Estreito era mais equipa, conseguia jogar em progressão com boa ligação entre os seus sectores, e com isso ganhava claramente ascendente na partida.

Gonçalo Guerra e Vieira eram setas apontadas às redes de Tiago nas bolas paradas, e nesse tipo de lances os da casa são sem dúvida, muito fortes. Contudo, nem um nem outro conseguiram dar a melhor direcção ao esférico, que ou acabava nas mãos do guardião Tiago, ou saía por cima. Zé Tó aos 27`teve o golo ao seu alcance após livre estudado, mas mais uma vez a defensiva forasteira foi eficaz e anulou a intenção caseira.

Depois dos 35`o Pedrógão equilibrou primeiro para depois controlar, e nos últimos 5 da primeira metade esteve à beira de marcar. Toni na direita efectuou um excelente cruzamento para David á boca da baliza cabecear tão mal, que a bola saiu na direcção da lateral contrária! Foi a maior perdida de toda a primeira parte e o empate era o resultado no final dos primeiros 45 minutos.

A segunda metade não teve a mesma intensidade. A chuva que encharcou grande parte do pelado era um obstáculo à boa circulação de bola, as tabelinhas não surtiam efeito e o futebol aéreo e de muita luta a meio campo fizeram com que o jogo fosse menos agradável de seguir. Os lances de bola parada eram arma a explorar e foi assim que o golo da vitória do Estreito surgiu ao minuto 62.

Livre da direita apontado para a área forasteira, e Gonçalo Guerra ao segundo poste apareceu a fuzilar o desamparado Tiago, que nada pôde fazer para deter a marcha do esférico.

Este tento galvanizou os donos do terreno que poderiam ter festejado novamente 5 minutos depois, só que, o guardião forasteiro não esteve pelos ajustes, e com grande defesa evitou que o remate forte e colocado de Esteves resultasse no golo da tranquilidade local.

A reacção dos pupilos de Alexandre Gaspar ainda se fez sentir, mas foi ténue e com pouca profundidade, nunca incomodando seriamente Manuel Silva.

O Estreito soube gerir bem o que restava jogar, conquistando justamente os três pontos em disputa, perante um adversário que a nível ofensivo mostrou, neste jogo, pouca acutilância.

A arbitragem de João Brás e seus pares não interferiu no resultado. Os locais reclamaram duas grandes penalidades que o árbitro não atendeu, e quanto a nós decidiu bem nesses lances. Teve algumas apreciações que nos pareceram erradas no ajuizamento de faltas a meio campo, mas não foi por aí, longe disso, que uma equipa ganhou e a outra perdeu. Nota bastante positiva portanto, num jogo onde a correcção reinou, apesar da intensa luta pela posse de bola.


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