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Sábado, 19 Out 2019
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SOCIEDADE
“SITUAÇÃO DEVE SER REVISTA”
Rádio Cova da Beira
António João Rodrigues mostra-se muito preocupado com os efeitos que pode trazer para a região a aplicação do decreto-lei relativo à nova estrutura orgânica dos bombeiros voluntários.
Por Nuno Miguel em 08 de Feb de 2019

De acordo com o eleito do movimento “De Novo Covilhã” esta proposta do governo faz parte do pacote de descentralização que foi aprovado pela câmara e pela assembleia municipal da Covilhã e prevê que a organização deixe de ser feita, a nível supramunicipal, pelos comandos distritais e passe a ser assegurada com base nos territórios das comunidades intermunicipais.

 

Na reunião extraordinária da assembleia municipal em que o assunto esteve em cima da mesa, o também membro dos órgãos sociais dos bombeiros voluntários da Covilhã, não escondeu a sua preocupação com a falta de resposta às populações que esta decisão pode trazer “presentemente a Guarda tem 23 corporações de bombeiros e se este decreto lei for aplicado irá ficar com 24 uma vez que perde Aguiar da Beira para a CIM de Dão/Lafões e Vila Nova de Foz Côa para a CIM do Douro, ganhando três que pertencem à CIM das Beiras e Serra da Estrela; Covilhã, Fundão e Belmonte. Ficará com uma capacidade instalada de cerca de três mil soldados da paz. Ao invés o comando distrital de Castelo Branco tem 12 corpos de bombeiros e para além de perder Covilhã, Fundão e Belmonte, também irá perder as corporações de Sernache, Vila de Rei e Sertã para a CIM de Santarém. Dos actuais 1000 operacionais irá ficar com menos de 500 disponíveis para actuar na átrea da sua CIM que terá apenas seis corpos de bombeiros”.

 

De acordo com António João Rodrigues, a aplicação deste diploma pode bem ser o pretexto para o governo avançar com a extinção do actual comando distrital de operações de socorro de Castelo Branco “ao esventrar a protecção civil de Castelo Branco, onde actualmente se incluem os bombeiros da Covilhã, Fundão e Belmonte, não estará o governo a pensar num futuro próximo ou logo na primeira oportunidade encerrar a primeira delegação distrital da protecção civil. É por tudo isto que voto contra a aceitação desta delegação de competências e recomendamos ao governo em que analise bem a situação em que vai ficar a CIM da Beira Baixa caso a aplicação deste diploma de concretize tal como está”.

 

 


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