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SOCIEDADE
“VELEDA”: UMA PROPOSTA DE DIÁLOGO A MULHERES
Rádio Cova da Beira
Das 132 candidaturas analisadas pela Fundação Calouste Gulbenkian ao programa PARTIS, para os próximos dois anos, foram aprovadas 15, uma delas denomina-se “Veleda”, dinamizada pela Beira Serra – Associação de Desenvolvimento, com sede em Boidobra (Covilhã)
Por Paulo Pinheiro em 08 de Feb de 2019

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O projecto conta com as parcerias das câmaras municipais de Belmonte, Covilhã, e Fundão, da Universidade da Beira Interior, da Quarta Parede – Associação de Artes Performativas, e do Movimento Democrático das Mulheres (MDM).

“Veleda – Mulheres e Monoparentalidade / Projecto Artístico-Social” é dirigido a mulheres sós, maiores de 18 anos, que tenham filhos a cargo. Podem ser beneficiárias do Rendimento Social de Inserção, residentes em habitação social, beneficiárias da majoração do abono de família no âmbito da monoparentalidade ou tenham passado por maternidades precoces.

“Sabemos que a monoparentalidade é só por si um factor de vulnerabilidade e, por isso, desenhámos este projecto que pretende combater os estigmas associados e produzir e disseminar conhecimento ”, refere Marisa Marques, da Beira Serra.

 

O projecto é também uma proposta de diálogo concertado entre as áreas artística e social tendo o teatro como linguagem artística globalizante.

“Através do teatro queremos a transformação pessoa e social (o teatro como agente criativo), mas também como meio de transmissão de conhecimento”, explica Sílvia Ferreira da Quarta Parede.

No primeiro ano do projecto, o “Veleda” propõe-se desenvolver em cada um dos municípios parceiros Laboratórios de Pesquisa Social e Artística que estarão na base de um espectáculo público de Teatro-Documental com interpretação e co-criação das participantes do projecto, que será apresentado em 2020.

Os promotores esperam contar com a adesão de 30 mulheres no projecto e sensibilizar perto de 150 para o tema da monoparentalidade.

 

O “Veleda” tem um orçamento de 67 mil euros, 69% dos quais financiados pelo PARTIS (Práticas Artísticas para Inclusão Social) programa da Fundação Calouste Gulbenkian. Uma iniciativa desenhada para tornar realidade a experiência adequada de utilizar a arte “e o seu poder único de unir as pessoas” como motor de inclusão e de mudança social.

De acordo coma a Fundação, o PARTIS viabiliza projectos que usem práticas artísticas (música, fotografia, vídeo, dança, teatro e outras) para criar pontes entre comunidades que habitualmente não se cruzam.

 

Esta é a terceira edição do PARTIS (na primeira apoiou 17 projectos, na segunda 16) que recebeu 132 candidaturas tendo aprovado 15. O investimento em cada uma das edições é de um milhão de euros.

 

Apesar do mapa de projectos aprovados “estar desequilibrado geograficamente”, com maior número de aprovações para Lisboa e Porto, Narcisa Costa, gestora do programa, explicou que para minimizar este quadro foi efectuada uma alteração ao regulamento do projecto. Apesar disto, a região de Castelo Branco viu aprovadas candidaturas nas três edições: Na primeira a da Ecogerminar e na segunda o projecto Zéthoven.

 

 

Oiça aqui Narcisa Costa, Marisa Marques e Sílvia Ferreira:https://audiomack.com/song/cova-da-beira/veleda-9a…

 

 

 

A sessão de apresentação, que decorreu n´A Moagem, no Fundão, contou ainda com a presença do presidente da Beira Serra, Albino Santarém e do director artístico da Quarta Parede, Rui Sena. Seguiu-se um debate sobre “A Monoparentalidade, contextos de Género e de Territorialidade” onde participaram as vereadoras das câmaras municipais da Covilhã e do Fundão (Regina Gouveia e Alcina Cerdeira), a representante do presidente da câmara de Belmonte, Ana Amaro, Catarina Sales, da UBI, e Mónica Ramôa do Movimento Democrático das Mulheres (MDM).

 

Veleda- O nome escolhido para o projecto é uma homenagem a Maria Veleda, pseudónimo de Maria Carolina Frederico Crespin. Foi professora, jornalista, feminista, republicana, livre pensadora e espiritualista portuguesa. Foi pioneira na luta pela educação das crianças e dos direitos das mulheres e uma das mais importantes dirigentes do primeiro movimento feminista português. 


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