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Domingo, 17 Fev 2019
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POLÍTICA
“O MUNICÍPIO DO FUNDÃO É LAICO OU CATÓLICO?”
Rádio Cova da Beira
Foi esta a questão deixada por Catarina Gavinhos na última reunião da assembleia municipal ao presidente da autarquia a propósito do investimento superior a um milhão de euros que vai ser efectuado no edifício do seminário.
Por Nuno Miguel em 07 de Feb de 2019
Com algum humor à mistura, a eleita da CDU questionou o executivo sobre se esta é a forma encontrada para encontrar a absolvição para os pecados que tem cometido “aquilo que eu gostava de saber é se o executivo é crente na igreja católica e se tem assim tantos pecados que se vê obrigado a pagar a sua absolvição à diocese da Guarda. Já sabíamos que iam ser investidos um milhão de euros na recuperação do seminário, propriedade da diocese, ao invés de se aproveitar esse dinheiro para se recuperarem edifícios municipais. Com esta informação escrita ficamos também a saber que se vão instalar vinhas com dinheiros públicos nos terrenos do seminário. Tenho a certeza que os bispos vindouros irão agradecer mas não se percebe. O contrato de arrendamento é por 25 anos mas o tempo é terrível e já passaram dois. Se me permite uma indicação espiritual, sairia mais barato a todos nós que o executivo fosse laico ou não cometesse tantos pecados”.   
Na resposta, Paulo Fernandes refere que “o posicionamento que se está a apontar para o seminário é no sentido de ser um centro de apoio às migrações. Estamos mesmo a conceptualizar algo que ali possa funcionar, com as vertentes de apoio a refugiados, o centro de apoio ao trabalho temporário e também a residência para estudantes, sobretudo estrangeiros, que no quadro dos Palop tem ali o seu ponto e que nós vamos querer reforçar e dar as melhores condições possíveis. Estas três valências levaram-nos a pensar este projecto de uma forma mais ampla e em termos do seu posicionamento ele vai ser mais transversal”.   
O autarca fundanense acrescenta que “há sempre decisões que tomamos que são boas ou más, mas a decisão de tomar aquele espaço e utilizá-lo para a criação de respostas para o nosso concelho e ao mesmo tempo impedir que o seminário do Fundão tivesse o mesmo destino de outros seminários é algo que não é uma questão religiosa mas é sim uma questão estratégica. As questões conectadas com a parte agrícola é algo para aproveitar uma vez que é um edifício que tem 15 hectares de terreno na sua área adjacente e a questão dos campos experimentais que pretendíamos desenvolver também já fazia parte do programa inicial que foi concebido para a optimização de tudo aquilo que ali pretendemos desenvolver e acho que estamos no bom caminho”. 

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