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Quinta, 21 Fev 2019
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SOCIEDADE
LPCC DISCORDA DO AUMENTO DA IDADE PARA RASTREIO
Rádio Cova da Beira
A Liga Portuguesa Contra o Cancro (LPCC) não concorda que o rastreio ao cancro da mama deva ser feito só a partir dos 50 anos, mas acatou a decisão do ministério da saúde que aumentou, no ano passado, dos 45 para os 50 anos, a idade a partir da qual as mulheres são chamadas a realizar o rastreio do cancro da mama.
Por Paula Brito em 06 de Feb de 2019

“Eu não tenho essa opinião, e nós, Liga, não temos essa opinião, mas de modo nenhum iriamos contra uma decisão do ministério que, provavelmente, terá razões para que isso aconteça.” Vítor Rodrigues, presidente da direcção da Liga Portuguesa contra o cancro explica que, desde que surgiu esta orientação, “utentes que tenham já iniciado o seu programa de rastreio aos 45, 46 anos, continuarão a ser chamadas, aquelas que nunca iniciaram serão chamadas pela primeira vez quando fizerem 50 anos.”  

Desde 1990 que a Liga realiza rastreios gratuitos às mulheres a partir dos 45 anos. Ao longo destas quase três décadas a Liga conseguiu diminuir em mais de 20% a taxa de mortalidade do cancro da mama, na região centro.

“O rastreio do cancro da mama, na região centro, conseguiu reduzir a mortalidade em 20 a 22%, não tenho o número exacto neste momento. Foi o primeiro estudo, é até agora o primeiro trabalho que se conseguiu fazer, porque a diminuição da mortalidade, é um benefício que só se consegue ver ao fim de 10, 15 anos.” Quanto ao tipo de cancro que é detectado, “cerca de 80% são pequeníssimos e 80% também não têm metástases ganglionares, não invadem os gânglios, nomeadamente ao nível da axila.”

De 1990 a 2018, a Liga Portuguesa contra o cancro já realizou cerca de um milhão e 900 mil exames mamográficos, 8.376 casos foram encaminhados para diagnóstico e tratamento. Até 2016, tinham sido detectados através destes rastreios 4.954 casos de cancro.


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